O Junho Laranja chega como um convite à conscientização, ao cuidado e à valorização da vida. Mais do que uma campanha de alerta, o movimento busca despertar a atenção da população para a leucemia e a anemia, doenças que podem ser identificadas precocemente e tratadas com mais eficácia quando diagnosticadas a tempo. Em Santa Catarina, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça a importância da informação, da prevenção e da solidariedade no enfrentamento dessas condições que afetam milhares de pessoas.
De acordo com informações divulgadas pela Comunicação do CEPON (Centro de Pesquisas Oncológicas), unidade do Governo de Santa Catarina localizada em Florianópolis, o Estado conta com uma rede estruturada formada por 21 unidades habilitadas para o tratamento oncológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS), distribuídas em todas as regiões catarinenses. A estrutura garante assistência especializada e amplia o acesso da população aos serviços de diagnóstico e tratamento.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Santa Catarina deverá registrar aproximadamente 810 novos casos de leucemia até o final de 2026, sendo cerca de 60 deles em Florianópolis. Referência estadual no tratamento oncológico de alta complexidade, o CEPON realizou 417 consultas médicas relacionadas à leucemia ao longo de 2025. Somente entre janeiro e maio deste ano, foram contabilizadas 258 consultas.
O tratamento da leucemia varia conforme o tipo da doença e pode envolver quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, terapias-alvo e transplante de medula óssea. Conforme destaca o diretor-geral do CEPON, Dr. Alvin Laemmel, a instituição é referência no atendimento das doenças hematológicas em Santa Catarina e dispõe de uma equipe multiprofissional preparada para oferecer assistência integral aos pacientes.
A atenção aos sinais do organismo também é fundamental. A hematologista e gerente técnica do CEPON, Dra. Mary Anne Taves, explica que exames simples, como o hemograma, podem auxiliar na identificação precoce da doença. Muitas vezes, a leucemia não apresenta sintomas nas fases iniciais, tornando o acompanhamento médico e os exames de rotina aliados importantes para o diagnóstico.
Entre os principais sinais de alerta estão febre persistente, infecções frequentes, cansaço excessivo, perda de peso sem causa aparente, sangramentos, hematomas, falta de ar, suores noturnos, aumento dos gânglios linfáticos e dores nos ossos ou articulações. Segundo a especialista, os avanços da medicina têm ampliado significativamente as possibilidades de tratamento e cura, especialmente quando a doença é descoberta precocemente.
Além da leucemia, o Junho Laranja também chama a atenção para a anemia, condição caracterizada pela redução dos glóbulos vermelhos ou da hemoglobina no sangue. As causas podem estar relacionadas à deficiência de ferro, vitamina B12 ou ácido fólico, além de doenças crônicas, fatores genéticos e até enfermidades mais graves.
Os sintomas mais comuns incluem palidez, fraqueza, tonturas, falta de ar e fadiga constante. A orientação dos especialistas é que esses sinais não sejam ignorados. Conforme ressalta a Dra. Mary Anne, a anemia não deve ser encarada apenas como um quadro de cansaço, mas sim como um possível indicativo de outras condições de saúde que precisam ser investigadas e tratadas adequadamente.
Ao longo do Junho Laranja, a principal mensagem permanece clara: ouvir os sinais do corpo, realizar exames periódicos e buscar orientação médica podem fazer toda a diferença. A informação continua sendo uma das mais importantes ferramentas na luta pela prevenção, pelo diagnóstico precoce e pela preservação da vida.




