Em meio à responsabilidade que sustenta as instituições, decisões firmes também revelam o compromisso com a ética e a transparência. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, na terça-feira, dia 14 de abril, abrir um processo administrativo disciplinar (PAD) contra o ministro Marco Buzzi, investigado por denúncias de assédio sexual.
As informações são da Agência Brasil. A decisão foi tomada por unanimidade pelo plenário da Corte, após recomendação de uma comissão de sindicância interna, que apontou a necessidade de aprofundar a apuração dos fatos. O ministro está afastado de suas funções.
Denúncias e investigação
De acordo com as denúncias, o caso teria ocorrido em janeiro deste ano, durante uma viagem a Balneário Camboriú. O ministro é acusado de tentar agarrar uma jovem, filha de um casal de amigos, durante um banho de mar.
Após a repercussão do episódio, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete também relatou ter sido vítima de assédio sexual, ampliando o alcance das investigações.
Apuração também na esfera criminal
Paralelamente, o caso passou a ser analisado na esfera criminal. O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito para apurar os fatos. Como integrante do STJ, Marco Buzzi possui foro privilegiado, o que direciona a investigação ao Supremo.
Até o momento, a defesa do ministro foi procurada pela Agência Brasil, mas não houve retorno.

Crédito da foto: SERGIO AMARAL/STJ



