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Greve dos caminhoneiros é suspensa e diálogo com governo avança

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Propostas incluem controle de preços e isenção de pedágio para caminhões vazios

Os motoristas de caminhão decidiram suspender a greve nacional que vinha sendo articulada em razão do aumento no preço dos combustíveis. A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta quinta-feira (19), quando a categoria optou por abrir um novo canal de diálogo com o governo federal.

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Uma nova reunião está prevista para o início da próxima semana, com a participação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e integrantes do governo. Apesar da suspensão da paralisação, os caminhoneiros seguem mobilizados, e a possibilidade de greve, neste momento, tornou-se menos provável.

Durante as discussões, a categoria apresentou uma série de reivindicações além do controle no preço dos combustíveis. Entre as propostas está a isenção de pedágio para caminhões vazios em períodos de crise, o que poderia ser identificado por meio da suspensão dos eixos dos veículos.

Presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, avaliou como positiva a Medida Provisória nº 1.343/2026 anunciada pelo governo. Segundo ele, o texto representa um avanço ao endurecer a fiscalização, uma demanda antiga da categoria. Landim afirmou ainda que uma reunião em Brasília, prevista para segunda-feira, deve discutir emendas à medida provisória, incluindo temas como seguros e equalização do peso dos caminhões. Mesmo com o avanço nas negociações, ele destacou que a categoria permanece em estado de alerta.

Paralelamente, a associação ingressou com uma Ação Civil Pública contra distribuidoras de combustíveis, com o objetivo de impedir aumentos considerados abusivos no preço do diesel e seus derivados.

Os caminhoneiros também cobram maior rigor na fiscalização dos preços, com atuação de órgãos como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Ministério da Justiça. Entre as demandas, está ainda a criação de um teto emergencial para o diesel.

Horas após a assembleia realizada em Santos (SP), que decidiu não iniciar a paralisação nacional e conceder prazo de sete dias ao governo federal, entidades do setor divulgaram notas de apoio à medida provisória. Mesmo assim, reforçaram que o estado de greve está mantido até que as negociações sobre os pontos pendentes sejam concluídas.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, confirmou que deve receber representantes dos caminhoneiros na próxima semana, dando continuidade às tratativas iniciadas após a publicação da medida.

Fonte: Testo Notícias

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