A Oktoberfest de Blumenau pode ganhar um novo reconhecimento em nível nacional. Um Projeto de Lei apresentado pela deputada federal Júlia Zanatta (PL) propõe que a tradicional festa catarinense seja declarada patrimônio cultural imaterial do Brasil.
A iniciativa destaca a relevância histórica, cultural e econômica da celebração, considerada uma das maiores expressões das tradições germânicas no país. Além do reconhecimento, o projeto também prevê a possibilidade de apoio do poder público em ações de preservação, promoção e valorização do evento.
Tradição que nasceu da superação
Criada em 1984, após as enchentes que atingiram Blumenau, a Oktoberfest surgiu com o objetivo de impulsionar a economia local e resgatar o ânimo da população. Inspirada na tradicional festa de Munique, na Alemanha, a versão catarinense rapidamente conquistou espaço e identidade própria.
Desde a primeira edição, que reuniu cerca de 100 mil visitantes, a festa cresceu de forma significativa e passou a integrar o calendário cultural brasileiro. Atualmente, é considerada a maior celebração de tradição germânica das Américas, atraindo centenas de milhares de turistas todos os anos.
Valorização cultural e impacto econômico
Na justificativa do projeto, a deputada ressalta que a Oktoberfest representa um importante legado das tradições trazidas por imigrantes alemães ao Vale do Itajaí, a partir do século XIX.
Além do valor cultural, o evento também exerce forte impacto econômico para Blumenau e toda a região, movimentando setores como turismo, gastronomia, comércio e serviços.
O Projeto de Lei foi apresentado no início de abril e agora segue para tramitação nas comissões da Câmara dos Deputados.
Com o avanço da proposta, a expectativa é ampliar ainda mais o reconhecimento da Oktoberfest de Blumenau como símbolo da identidade cultural catarinense e brasileira.

Crédito: Divulgação Assessoria de Imprensa



