Há lugares onde a leitura não é apenas hábito — é encontro, memória e possibilidade. Em Benedito Novo, esse sentimento ganha forma entre os dias 15 e 18 de abril, quando o município abre as portas para a sua 1ª Feira do Livro, um convite para mergulhar no universo das palavras e redescobrir o valor das histórias que nos formam.
No Centro de Eventos, livros deixam de ser objetos silenciosos para se tornarem pontes: entre gerações, entre ideias, entre quem escreve e quem lê. Com o tema “Pelos bons exemplos que se constrói”, a feira nasce com o propósito de fortalecer a cultura e incentivar a leitura como ferramenta de transformação.
A abertura, marcada para a noite do dia 15, promete mais do que um ato oficial. Será um momento de celebração, onde música, poesia e teatro se encontram para dar início a uma programação que se estende por quatro dias — e que, mais do que preencher agendas, busca tocar sensibilidades.
Ao longo da feira, o espaço será ocupado por vozes, risos e descobertas. Crianças e jovens circularão entre oficinas, jogos educativos, contações de histórias e apresentações escolares. Professores, mediadores e artistas se revezam em atividades que transformam o aprendizado em experiência viva — daquelas que permanecem mesmo depois que o livro se fecha.
Entre os destaques, a presença do escritor André Neves aproxima o universo da literatura do olhar cotidiano. Em conversas com professores e estudantes, ele convida a perceber que cada história carrega, em si, uma possibilidade de encontro — consigo mesmo e com o outro.
A feira também reserva um espaço especial para quem escreve a própria história da cidade. Autores locais, recentemente homenageados pelo município, terão suas obras expostas, reafirmando que a literatura também nasce no chão onde se vive. Nomes como Aline Maria Girardi e Gabriel Dalmolin, Jader Oslim Caetano, Joana Hammammeister, Karina Nones Tomelin, Marlene Buzzi Maiochi, Rita Buzzi Rausch e Tatiane J. Odorizzi representam uma produção que preserva memórias e projeta novos olhares sobre Benedito Novo.
Na mesma trajetória de reconhecimento, ecoa a lembrança do professor e escritor Antônio Juraci Carlini, cuja obra póstuma foi lançada recentemente — como quem reafirma que as palavras, quando sinceras, nunca se despedem por completo.
No sábado, último dia do evento, a feira se abre ainda mais às famílias. Entre oficinas, apresentações e histórias compartilhadas, o espaço se transforma em um ambiente de convivência — onde pais, filhos e avós se encontram não apenas para ler, mas para viver juntos o significado da cultura.
Assim, entre páginas que se viram e histórias que se cruzam, Benedito Novo escreve um novo capítulo em sua trajetória. Um capítulo feito de encontros, de escuta e de inspiração.
Porque, no fim, são os livros — e tudo aquilo que despertam — que nos ensinam, silenciosamente, a construir o mundo com mais sensibilidade, mais consciência e mais humanidade.



