Entre memórias que atravessam gerações e histórias que seguem vivas nos trilhos do tempo, o Museu Municipal Ferroviário Silvestre Ernesto da Silva abriu espaço para um encontro especial entre passado, educação e sensibilidade. Como parte da programação da 24ª Semana Nacional dos Museus, o local recebe uma exposição formada por textos produzidos por estudantes da rede municipal de ensino de Indaial.
A mostra nasceu a partir de uma atividade pedagógica desenvolvida com alunos de três turmas de 6º ano da EBM Leopoldo Simão e de duas turmas do Colégio Municipal. Mais do que uma proposta escolar, a iniciativa transformou a sala de aula em um espaço de escuta, imaginação e valorização da história local.
O projeto teve início após um encontro entre os estudantes e o historiador da Fundação Indaialense de Cultura (FIC), Luiz Cláudio São Thiago de Melo Altenburg, que compartilhou relatos e informações sobre a história do trem e das antigas estações ferroviárias do município.
A partir desse diálogo, os alunos foram convidados a refletir sobre a importância da ferrovia para o desenvolvimento econômico, social e cultural de Indaial. As percepções, sentimentos e aprendizados deram origem a textos que agora integram a exposição organizada pelo Arquivo Histórico Municipal Theobaldo Costa Jamundá e pelo setor de Patrimônio Histórico.
Cada produção apresentada revela não apenas o olhar dos estudantes sobre a história ferroviária, mas também a forma como as novas gerações compreendem a memória da cidade e reconhecem o valor da preservação cultural.
A exposição permanece aberta para visitação entre os dias 18 e 29 de maio, oferecendo à comunidade a oportunidade de conhecer as produções desenvolvidas pelos alunos e revisitar a trajetória da ferrovia em Indaial através da escrita e da sensibilidade juvenil.
O Museu Municipal Ferroviário Silvestre Ernesto da Silva está localizado na Rua Marechal Deodoro da Fonseca, nº 277, no Centro de Indaial, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Excepcionalmente no sábado, dia 23, o espaço também estará aberto das 9h às 12h e das 13h às 17h.
Mais do que preservar objetos e documentos, a exposição mostra que a memória também continua viva nas palavras, nos sentimentos e no olhar atento das novas gerações sobre a história de sua própria cidade.






