Contusão tira Bagio e China domina os 20km da Marcha Atlética
Caio Bonfim tem melhor resultado da história da modalidade no País …
BY PILO

Timbó – Na praia do Pontal, na zona oeste do Rio, na sexta-feira, dia 12, a China conquistou as duas primeiras posições do pódio da Marcha Atlética de 20 quilômetros masculina, iniciada às 14h30min. Zhen Wang, que se destacou na segunda metade do trajeto, ficou com o ouro. Seu compatriota Ding Chen obteve a prata. O australiano Dane Bird-Smith completou o pódio.
O brasileiro Caio Bonfim (Brasília-DF) teve excelente desempenho e ficou perto do bronze. Ele finalizou o percurso na quarta posição em 1:19:42, a cinco segundos do terceiro colocado. O britânico Tom Bosworth abriu vantagem sobre seus rivais logo nos primeiros quilômetros e dominou boa parte da prova. No entanto, após o 13º quilômetro, perdeu o ritmo e foi ultrapassado por outros competidores. O recorde mundial da categoria pertence ao japonês Yusuke Suzuki, que percorreu o trajeto em 1h16min36s.
Entre os 74 atletas que disputaram a prova, três representaram o Brasil: Caio Bonfim, Moacir Zimmermann e José Alessandro Bagio (Uniasselvi, Rankim, Associação Atletismo de Blumenau – AABLU, Skechers Performance Brasil, Unifique e Metalúrgica Timboense S/A – Metisa). O brasiliense Caio Bonfim, de 25 anos, era o atleta brasileiro com mais chances de conseguir uma medalha. No Mundial de Atletismo de Pequim, em 2015, ele bateu o recorde nacional da modalidade e ficou com a sexta posição.
Logo aos seis minutos, Bagio sentiu uma lesão e, desolado, abandonou a prova (foto): “Esse ano a minha meta era chegar ao pódio na Rio 2016. Trabalhamos intensamente para isso, mas infelizmente nada deu certo”, desabafou o timboense ainda em prantos aguardando o seu resgate. Ele precisou de uma cadeira de rodas e do auxílio de voluntários para deixar o local.
Zimmermann permaneceu no pelotão de fundo e não se aproximou dos líderes em nenhum momento e terminou em 63º lugar.
Caio esteve longe das primeiras posições nos dez primeiros quilômetros. Na segunda metade da prova, ele cresceu e alcançou a quarta posição no quilômetro 16. “Dei tudo, fiz a melhor volta da minha vida”, disse Caio após o melhor resultado da história da Marcha Atlética brasileira. “O capitalismo vende a medalha, é claro que todo mundo quer a medalha, mas ser o quarto lugar num esporte que não é o mais popular é fantástico.”, finalizou Bonfim.
Horas após o término da prova José Bagio postou numa rede social a seguinte opinião. “Nem todo dia é dia! Há dias que a escuridão domina, onde você se vê completamente perdido, isolado e se indagando sobre o que deu errado, quem são os culpados, por que só comigo?
Refletindo um pouco depois, eu percebi que sim. Todos os dias são dias, talvez não da forma que nós queríamos, mas da forma que eles tem que ser!
Que eu não estava sozinho, sempre estive cercado de amigos me apoiando, me ajudando a levantar, me estendendo a mão. Que não foi só comigo que aconteceu. Que não havia culpados, simplesmente não era a hora. Mas quando vai ser essa hora? Não sei!
Mas sei que continuarei tentando!”, finalizou o atleta.




