Malá, marchando com o fogo olímpico!
Atleta timboense Rosemar Piazza participa em Itajaí do ritual que nasceu na Grécia Antiga e atualm …
BY PILO

TIMBÓ- Por longos 27 anos a atleta timboense Rosemar Piazza, a nossa sempre campeã Malá, disputou e venceu incontáveis provas de marcha atlética pelo mundo afora. E, apesar de toda a sua dedicação, dos sacrifícios de cada dia e da super vitoriosa carreira faltava algo para acrescentar à linda história da guerreira atleta de Timbó na modalidade – a participação de um evento olímpico (Por detalhes não participou da Olimpíada de Atlanta/USA).
E o seu “Dia D” chegou na terça-feira, dia 12, em Itajaí, onde Malá percorreu os 200 metros mais fascinantes de sua carreira. E quis o destino que a condução da “Tocha Olímpica Rio 2016” ocorresse num trajeto da Av.Vitor Konder (Beira Rio) onde a marchadora venceu inúmeras competições.
E foi sem tirar os pés do chão que Malá literalmente marchou com o maior símbolo da maior competição esportiva do mundo (Olimpíadas), tudo sob os olhares e aplausos de amigos e familiares (em especial a irmã gêmea Mali), parte de cerca das 20 mil pessoas que prestigiaram o ‘tour da tocha” pela cidade, conforme a organização.
“Foi algo fascinante. Fui tomada pela emoção quando finalizei o revezamento e ao perceber que fui rodeada por muitas pessoas querendo compartilhar comigo e a Tocha através de fotos e filmagens. Foi maravilhoso, marcante, muito comovente e de muita alegria”, desabafou a atleta, ícone e precursora da modalidade no país após cumprir rigorosa e honrosamente com a função.
Homenagem
Ao contrário de muitas pessoas e entidades que participaram da condução da Tocha Olímpica pelo Vale por interesses comerciais, Malá acabou escolhida por puro merecimento após ter a sua trajetória de atleta – contada por ela mesmo no Livro “Vida em Movimento”, apresentada pela amiga Márcia, de Blumenau, à Nissan, uma das patrocinadoras do evento.
“Sensibilizada com o capítulo ” compromisso feito, promessa cumprida” – a qual relato a dura e triste experiência por mim vivida, ao perder uma aluna vencida pelo câncer – no mesmo ano, 2000, dediquei a prova dos 20.000m. marcha Atlética às crianças que lutam contra “esse” malefício, nos Jogos Abertos de Santana Catarina (JASC), na cidade de Brusque e caso vencesse, doaria a medalha a uma clínica oncológica. Felizmente tornei-me campeã, e assim o fiz…cumprimentos com a promessa”. E após cerca de 16 anos assim o espírito olímpico ficou perfeitamente bem representado com a sua escolha. Foi feita justiça com a exemplar veterana atleta timboense.
Alegria
Olhar para o passado recente e ver como a modalidade cresceu também enche Malá de orgulho: “A história da marcha de Timbó conta que já tivemos dois marchadores Olímpicos- Alessandra Pikagevikz e José Alessandro Bagio. Isso é fruto de muita dedicação, esforço disciplina, empenho…quantos e quantos quilômetros rodados, sempre sob a supervisão do professor Carlos Morastoni e Cia. E taí, agora novamente o Bagio conseguiu o tão sonhado Índice Olímpico e irá representar a todos nós novamente”, diz a ex-marchadora que acredita que Bagio irá surpreender na prova dos 20.000m: “Vamos lá meu “irmão de pista… Sucesso!”, finaliza a eterna “Rainha das Pistas”.



