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Além de reciclar, reduza

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Além de reciclar, reduza
Mudança de hábitos pode resultar na diminuição do lixo diário …

Neila Daronco/JMV

Foto: Neila Daronco

TIMBÓ – Ao visitar a área de 40 hectares no bairro Araponguinhas, onde está localizado o Aterro Sanitário de Timbó, percebemos a quantidade de material que descartamos ou desperdiçamos. O Aterro recebe material orgânico de Timbó e dos municípios da região, e também, material reciclável de Timbó.
A reciclagem é um conjunto de técnicas de reaproveitamento de materiais descartados, reintroduzindo-os no ciclo produtivo. É uma das alternativas de tratamento de resíduos sólidos (lixo) mais vantajosas, tanto do ponto de vista ambiental quanto do social: ela reduz o consumo de recursos naturais, poupa energia e água, diminui o volume de lixo e dá emprego a muitas pessoas.
No Aterro Sanitário, há o setor de triagem de resíduos sólidos, operação desde 2003. O que para alguns já não tem valor nenhum, para outros setores é a matéria-prima. O volume de arrecadação de 2009 para 2012 aumentou de 80 toneladas para 140 toneladas.
De acordo com o chefe de Divisão do Aterro, Ivo Adam, muitas vezes chegam até outros tipos de materiais na coleta seletiva, como animais mortos. “Embora nossa população esteja se conscientizando, algumas pessoas ainda não dão a importância devida ao assunto”, comentou.
Na visão de Adam, as principais atitudes em relação ao meio ambiente dependem de cada ser humano e de como agem em suas casas e na cidade. É em nossa casa que cozinhamos, que utilizamos os produtos que adquirimos, desde alimentos, material de higiene, enfim. “Se na nossa casa fizermos a separação correta dos materiais, a área destinada ao lixo orgânico será menor, minimizando prejuízos ao meio ambiente e menos materiais recicláveis ficarão no ambiente. Tudo estará no seu lugar”, frisou Adam.
Ele explica que o material que chega é pesado e passado por uma triagem, realizada por funcionários contratados da Prefeitura Municipal. Ao todo, trabalham 32 pessoas no Aterro Sanitário. Nessa triagem, separam-se os materiais que podem ser reciclados daqueles que não podem. Os chamados rejeitos, como restos de comida, roupas, papel higiênico, que acabam chegando junto com o material reciclado, é enviado para o Aterro.
Os materiais reciclados são armazenados e leiloados a cada seis meses, ou seja, a empresa vencedora do leilão tem por direito recolher o que está armazenado e o que vier a ser coletado nos próximos seis meses. Os materiais são divididos em 31 tipos, sendo que a empresa define o tipo de material que quer adquirir.
De acordo com Adam, os valores pagos pelo material reciclado variam de acordo com cada tipo, desde vidro, papel e metal. “Atualmente, o mercado da reciclagem não está em ascensão. É um negócio como qualquer outro que tem seus altos e baixos. A exemplo, temos o valor do vidro, que giram em torno de R$0,03 e do alumínio, dos metais que chegam a custar R$2,40”, comenta Adam. Os recursos provenientes desta venda são encaminhados a gestão do Samae, responsável pela administração do Aterro. Os funcionários do Aterro trabalham em três turnos diferentes: das 5h às 14h45; das 6h30 às 17h30 e na triagem de materiais reciclados, das 7h às 12h e das 13h15min às 17h.
Além da venda de materiais, alguns são separados para uso de entidades e empresas do município, como o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e Apae, além de alguns materiais serem reutilizados na confecção de enfeites natalinos.
Entretanto, tão bom quanto reutilizar e reciclar, é reduzir. “Basta prestar atenção na quantidade de embalagens que são oferecidas nos produtos. Exemplo das embalagens de alimentos fatiados, usam plásticos, isopor e papel. Sem falar nas próprias sacolas, que mesmo sendo biodegradáveis, acabam gerando uma quantidade muito grande de materiais. E isso depende dos hábitos, vale repensar as atitudes e de alguma forma colaborar, se não pode deixar de consumir, que seja em menor quantidade”, frisou Adam.
A reciclagem é um processo industrial que começa em casa. A correta separação desses materiais em nossas casas e o encaminhamento correto permite que eles retornem para o processo produtivo e assim, diminui o volume de lixo acumulado em aterros e lixões. É uma questão de hábito e de percepção: precisamos modificar nosso olhar sobre o que chamamos de "lixo". Cerca de 30% de todo o "lixo" é composto de materiais recicláveis como papel, vidro, plástico e latas, e todos esses materiais têm valor de mercado, pois são reaproveitados como matéria-prima no processo de fabricação de novos produtos.

 

Veja quais são os materiais que podem e não podem ser reciclados
 

RECICLÁVEIS

– PAPEL: Folhas e aparas de papel, jornais, revistas, caixas, papelão, formulários de computador, cartolinas, cartões, envelopes, rascunhos escritos, fotocópias, folhetos, impressos em geral e tetra park.
– METAL: Latas de alumínio, latas de aço: óleo, sardinha, molho de tomate. Ferragens, canos, esquadrias e arame.
– PLÁSTICO: Tampas, potes de alimentos, PET, garrafas de água mineral, recipientes de limpeza, higiene, PVC, sacos plásticos, brinquedos e baldes.
– VIDRO: Potes de vidro, copos, garrafas, embalagens de molho e frascos de vidro.

NÃO RECICLÁVEIS

– PAPEL: Adesivos, etiquetas, fita crepe, papel carbono, fotografias, papel toalha, papel higiênico, papéis engordurados, metalizados, parafinados, plastificados e papel de fax.
– METAL: Clipes, grampos, esponja de aço, latas de tinta ou veneno, latas de combustível, pilhas e baterias.
– PLÁSTICO: Cabo de panela, tomadas, adesivos, espuma teclados de computador e acrílicos.
-VIDRO: Planos, espelhos, lâmpadas, cerâmicas, porcelanas, cristal e ampolas de medicamentos.
 

DIAS DE COLETA DE MATERIAL RECICLÁVEL

– SEGUNDA: Bairro Araponguinhas, Estados e Padre Martinho Stein;

– TERÇA: Pomeranos, Mulde, Tifa Nardeli e São Roque;

– QUARTA: Vila Germer, Quintino e Fritz Lorenz;

– QUINTA: Imigrantes, Nações e Cedrinho Margem Esquerda;

– SEXTA: Centro, Capitais, Tiroleses e Dona Clara;


DIAS DE COLETA DE LIXO ORGÂNICO

– SEGUNDA E QUINTA: Imigrantes, Centro, Nações, Loteamento Cruzeiro, Capitais, Tiroleses e Dona Clara;

– TERÇA E SEXTA: Quintino, Vila Germer, Fritz Lorenz, Pomeranos (até o Hospital Unimed), Araponguinhas, Estados e Padre Martinho Stein;

– QUARTA: Pomeranos (após Hopistal Unimed), São Roque, Tifa Nardeli, Ordina, Siegle e Tifa Colei (até travessão de Barba), Mulde, Morro Azul, Cedrinho marque esquerda (após Rua Carlos Latzke) e Rua Alfredo Hansen, Bom Jesus, Travessão Tiroleses e Dona Clara (da escola até a Rua Marília)

– QUARTA E SEXTA: Pe. Martinho Stein (após a Rua Jambeiro), Rua Tapajós, Beco Wilhelm Mike, tupi, Oscar janke, João Schlei, Figueira, Borchardt, Cedrinho margem direita (após Jardim Botânico).

Informações, sugestões, reclamações ou agendamento de visita ao Aterro Sanitário podem ser feitas pelo telefone 3399-1056.


 

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