terça-feira, 24 de março de 2026
29.6 C
Timbó
terça-feira, 24 de março de 2026

Alimentos ocupam o primeiro lugar na inflação

Data:

Alimentos ocupam o primeiro lugar na inflação
A tangerina, o chá e a farinha de trigo são os três primeiros itens da lista de principais aument …

ALINE CHRISTINA BREHMER/ESTAGIÁRIA/JMV

Foto: FOTO/DIVULGAÇÃO

 

 
TIMBÓ – Se feita uma seleção para indicar os principais fatores responsáveis pelas alterações na inflação, podemos apontar o clima, aumento de juros, endividamento familiar, diminuição na oferta de produtos, aumento da demanda, cotação da moeda estrangeira (dólar), infraestrutura e logística de distribuição, excesso de burocracia, sonegação, concorrência desleal e sazonalidade.
“O resultado dos problemas citados acima é que os preços dos produtos – tanto no comércio quanto no supermercado – sofrem constantes alterações”, explica o economista, gestor empresarial e professor de economia e administração de uma faculdade da cidade de Indaial, Claudio Formagi. Ele aconselha que seja sempre feita uma pesquisa para saber quais são os produtos que estão com preços mais acessíveis. 
 
Fechando as portas
O fechamento de estabelecimentos comerciais que vêm acontecendo nas cidades de Blumenau, Indaial e Timbó se deve ao fato do alto custo da manutenção e, principalmente, queda nas vendas. “O Brasil e, mais especificamente, a região do Médio Vale do Itajaí, vêm apresentando uma bolha imobiliária, uma valorização exagerada dos imóveis – principalmente comerciais – fazendo com que o preço dos aluguéis subam de maneira exagerada”, analisa Formagi.
Como consequência, esse custo acaba sendo “absorvido” pelo comerciante, que, muitas vezes, não tem como repassar isso via preço para o consumidor final. O professor diz que essa é a Lei de Darwin sendo observada na economia, onde apenas os mais fortes e capacitados sobrevivem e relembra que a mesma situação aconteceu na região no início do milênio, quando várias lojas fecharam suas portas em virtude do baixo poder aquisitivo de seus consumidores.
 
Inflação é maior 
nos supermercados
Segundo um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os principais aumentos – com uma variação de 12 meses – registrados nas regiões centrais do país são ligados aos alimentos. Em primeiro lugar temos a tangerina (69,94%), em seguida o chá (60,76%), a farinha de trigo (27,36%), cenoura (22,25%), o abacaxi (19,91%), a melancia (16,83%), o macarrão (15,07%), pão francês (17,74%), azeite de oliva (14,04%), na sequência são citados o estacionamento (13,01%), cigarro (19,9%) e, no último lugar da lista, o queijo (12,78%).
Em contrapartida, há 11 produtos/aquisições que estão abaixo da inflação, tendo como primeiro lugar na lista o feijão mulatinho (-25,49%), seguido do feijão carioca ou rajado (-24,59%), tomate (-18,54%), passagem aérea (-14,06%), o açúcar refinado (-11,81%), automóvel usado (-2,16%), televisor (-1,81%) telefone fixo (-0,95%), ônibus urbano (-0,3%), metrô (0,01%) e, para finalizar, o pedágio (0,21%).
“Ao constatarmos onde os maiores aumentos estão focados, podemos dizer que o orçamento doméstico das famílias acaba sendo comprometido, refletindo nas vendas do comércio varejista”, esclarece Formagi. Uma pesquisa feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) calcula que, hoje, o salário ideal para ter uma situação razoável seria em torno de R$ 2.915,07 – sendo esse o valor do salário mínimo.
 
Expectativa para 
o segundo semestre
No início desde ano, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) previa um crescimento em torno de 5,6%. “Temos acompanhado nos noticiários nacionais uma queda na produção industrial do Brasil, tendo o setor automobilístico como o que apresentar a maior queda”, comenta o economista. Outra pesquisa realizada afirmou que, no mês de julho, 63% das famílias estavam endividadas – 2% a mais do que os números obtidos no mês de março deste ano.
“O fator principal desse endividamento é o cartão de crédito. Podemos observar que o otimismo demonstrado no início do ano deu lugar à cautela. É preciso que o empresário da área varejista reavalie suas estratégias e planejamento para o final do ano”, aconselha Formagi, acrescentando que esse é o mesmo clima que pairava antes da realização da Copa do Mundo que, no final, acabou tendo resultados melhores do que o esperado.
“Apesar de várias deficiências na economia, preços represados pelo governo, eleições, infraestrutura de escoamento deficitária, queda na produção industrial, entre outras, são situações que podem ser revertidas no curto e médio prazo. Acredito que o centro varejista da nossa região atinja o crescimento esperado para este ano”, finaliza Formagi.
 

Últimas Notícias

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

error: Conteúdo protegido de cópia.