Áreas de risco em Timbó são monitoradas
Equipe de geólogos está buscando informações sobre o risco de deslizamentos de solo e rocha que …
CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

TIMBÓ – Está em andamento em Timbó e em mais 23 municípios do país, envolvendo os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, um trabalho que busca informar aos municípios sobre o risco de deslizamentos de solo e rocha que causam danos materiais e vítimas fatais. O objetivo do trabalho é o de diagnosticar todas as áreas em potencial de risco, e conta com o apoio de todas as superintendências. Em Santa Catarina, o trabalho de monitoramento está sendo realizado nos municípios de Brusque, Gaspar, Ilhota, Palhoça, São José, Jaraguá do Sul, Timbó, Rio do Sul e Luis Alves. Nesse primeiro momento, serão priorizados esses locais e depois se dará prosseguimento em outras áreas.
Os geólogos Bruno Elldorf e Deyna Pinho estão mapeando os municípios de Jaraguá do Sul e Timbó e informam que a iniciativa prevê a padronização dos procedimentos de mapeamento das áreas em potencial de risco.
A ação é promovida pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), juntamente com o Ministério da Integração Nacional, Ministério das Cidades, Ministério de Ciência e Tecnologia, Ministério da Defesa e Ministério de Minas e Energia.
Em entrevista, os geólogos, Bruno Elldorf e Deyna Pinho, informam que aproximadamente 70% dos municípios, que fazem parte da ação emergencial das áreas em potencial de risco, já foram mapeados. Desde o dia 7 de novembro, uma equipe de 20 técnicos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) identifica e caracteriza os setores de risco. Na CPRM os trabalhos estão sendo realizados sob a responsabilidade da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial, subordinada ao diretor Thales Sampaio, e do Departamento de Gestão Territorial, chefiado pelo geólogo Cássio Roberto da Silva. Os trabalhos de campo estão sendo coordenados pelo geólogo, Jorge Pimentel, com o apoio do geólogo, Carlos Eduardo Osório Ferreira, e orientação de geoprocessamento do engenheiro agrônomo, Edgar Shinzato.
Para os profissionais, essa ação é uma maneira de consolidar o tema geologia de engenharia e riscos geológicos na CPRM e transferir conhecimentos aos municípios sobre movimentos de massa, envolvendo solo e rocha e áreas sujeitas a enchentes. Os dados estão sendo consolidados no Escritório do Rio de Janeiro da CPRM. E serão disponibilizados para o Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) do Ministério de Ciência e Tecnologia, Ministério da Integração Nacional e Ministério das Cidades. Em continuidade, os municípios de Ouro Preto (MG) e Angra dos Reis (RJ) também serão detalhados.
Em Timbó, os geólogos estão desde o dia 16 de novembro realizando o levantamento das áreas de risco, que visa atender à solicitação da Defesa Civil da Prefeitura de Timbó, feita após as enchentes de setembro deste ano. A Defesa Civil, que acompanha os trabalhos, através do coordenador, Osvaldo Roberto Brodwolf, afirma que é muito importante saber com precisão os locais com risco iminente de deslizamento de terra.
Brodwolf informa que o relatório final dos geólogos vai identificar, também, as áreas impróprias para moradia. “Saberemos com mais precisão os pontos de deslizamento e os locais onde não poderão ser construídos imóveis”, ressaltou Brodwolf.
Os trabalhos dos geólogos encerram hoje, dia 2 de dezembro, data em que irão apresentar, à Comissão de Defesa Civil do município, um relatório de todo o trabalho efetuado durante esse período. Segundo Brodwolf, que acompanhou os trabalhos dos geólogos, foram realizadas visitas nas localidades de Araponguinhas, bairro dos Estados, Mulde, bairro das Capitais, Tiroleses, Rio Fortuna, Bom Jesus e Vila Germer.




