Argentino é o primeiro papa jesuíta
Minutos após a fumaça branca, redes sociais se tornam palco de diferentes opiniões …
TAÍSE HEBERLE DE LIMA/JMV

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TIMBÓ – No terceiro dia do Conclave a fumaça branca fez a alegria dos fiéis que estavam à espera do novo papa, na Praça de São Pedro, assim como dos que estavam à espera pelos meios de comunicação, principalmente nas redes sociais. A era da tecnologia têm marcado os acontecimentos e esse não ficaria de fora.
Pelo mundo, as pessoas imediatamente postavam suas opiniões na tarde desta quarta-feira, 13 de março de 2013, o imediatismo e também o fato de que o Papa é argentino virou motivo de sátira nas redes sociais, já que muitos esperavam que o brasileiro se tornasse o primeiro papa da América Latina. Foi assim que o argentino Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, que se chamará Francisco I, foi recebido.
Minutos seguintes que a fumaça branca saiu da chaminé da Capela Sistina, em Roma, o perfil do Vaticano tuitou “Habemus Papam”, seguido de diversos emoticons que parecem comemorar o anúncio da escolha do novo pontífice.
Em menos de meia hora após a mensagem ser postada, a frase foi retuitada mais de 6 mil vezes. O perfil do Vaticano possui mais de 36 mil seguidores.
Papa Francisco I
A conta oficial da imprensa do Vaticano também postou a mensagem em latim dita para anunciar o nome do novo papa, o argentino. O post foi reproduzido mais de 2 mil vezes em pouco mais de 15 minutos.
O conclave
O arcebispo de Buenos Aires, cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, foi escolhido no conclave encerrado nesta quarta-feira, o 266º papa da Igreja Católica. Ao longo de seu pontificado, o primeiro papa jesuíta da história adotará o nome de Francisco.
Eram necessários ao menos 77 dos 115 votos no conclave para que um novo pontífice fosse eleito. O consenso só foi atingido depois de duas rodadas de fumaça negra desde o início do conclave.
A escolha do sucessor de Bento XVI foi rápida, principalmente porque não se apontava um favorito isolado e sim, vários nomes com possibilidade de conquistar a preferência dos cardeais. Em 2005, a fumaça branca só saiu da chaminé na quarta rodada de votação, no segundo dia de conclave. O antecessor de Bento XVI, João Paulo II, foi anunciado como novo pontífice depois de três dias de conclave, em 1978.
Cardeais viveram
uma novidade
Um conclave realizado com o antigo papa ainda vivo foi uma novidade para os cardeais no Vaticano, mas este ano, o conclave para escolher o sucessor do agora papa emérito Bento XVI teve outra situação incomum. As reuniões preparatórias giraram em torno de temas incômodos para o Vaticano, como as irregularidades no Banco do Vaticano e a descoberta de chantagem envolvendo altos integrantes da Cúria que participavam de orgias homossexuais. Houve discussões sobre a divulgação do conteúdo de um relatório com informações sobre os problemas internos da Cúria aos cardeais – apenas o novo papa deverá ter acesso ao documento.
O conclave é um segredo
O processo de escolha do papa é envolvido em muito segredo. O próprio termo “conclave” decorre da ideia de que os cardeais são trancados (“com chave”) no interior da Capela Sistina para a votação. Os funcionários que prestaram assistência aos cardeais durante o conclave (cozinheiros, faxineiros, médicos, enfermeiras) tiveram de fazer um juramento de sigilo sobre o que ocorre na assembleia. Violar o segredo resulta em excomunhão.
Os cardeais também fizeram um juramento de sigilo e não puderam ter contato nenhum com o mundo exterior, sem ler jornais, acessar a internet, usar celulares. Um sistema para bloquear o sinal dos aparelhos e impedir o uso de redes sem fio foi instalado no Vaticano. A aparelhagem visa evitar o que aconteceu em 2005, quando um cardeal vazou a informação de que Joseph Ratzinger havia sido eleito e um canal alemão espalhou a notícia antes do famoso anúncio Habemus Papam.




