Autistas devem contar com auxílio de equipe multidisciplinar
No dia em que o mundo lembra a consciência em relação ao autista, Ministério da Saúde lança ca …
TAÍSE HEBERLE DE LIMA/JMV

TAÍSE HEBERLE DE LIMA/JMV
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TIMBÓ – O Ministério da Saúde lançou nesta semana, terça-feira, Dia Mundial de Conscientização do Autismo, a Diretriz de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo (TEA). Ao mesmo tempo deve-se lembrar que em Timbó a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) realizam um trabalho muito complexo com essas crianças.
A diretriz trará pela primeira vez uma tabela com indicadores do desenvolvimento infantil e sinais de alerta para que médicos, do Sistema Único de Saúde, possam fazer uma identificação precoce do autismo em crianças de até três anos.
“O tratamento precoce do TEA é muito importante no desenvolvimento da criança que possui autismo. Com isso é mais fácil encaminhá-la para os primeiros atendimentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Além da tabela, o Ministério irá disponibilizar para os profissionais de saúde instrumentos de uso livre (sem obrigatoriedade do pagamento de direitos autorais) para o rastreamento/triagem de indicadores de desenvolvimento que possam diagnosticar o TEA.
A psicóloga, Simone Packer, e a fonoaudióloga, Keren Yuri Muraoka, que trabalham na Apae de Timbó alertam que a criança com autismo necessita passar por diversos momentos antes de concluir o diagnóstico. “O qual é recomendado ser realizado por equipe multidisciplinar”, destacam as profissionais.
As crianças com autismo apresentam dificuldade em desenvolver relações de companheirismo e expressões esperadas para sua idade. “Elas preferem o isolamento, não compartilhando de seus pertences, consequentemente não são aceitas pelas demais crianças” relatam à psicóloga e a fonoaudióloga.
Como o autismo pode ser identificado?
Para as especialistas não existe nenhum exame laboratorial para auxiliar no diagnóstico, embora pesquisas ainda estejam sendo realizadas neste sentido. “Ele é feito por meio de avaliação multidisciplinar, com psicólogo, fonoaudiólogo e psiquiatra. A participação dos pais é essencial para coleta de informações sobre o comportamento e desenvolvimento da criança, bem como avaliação da mesma, observando aspectos como comunicação/linguagem, sociabilidade, interesses restritos/comportamentos repetitivos”, explicam.
A equipe multidisciplinar pode auxiliar a estimular o desenvolvimento e superação das dificuldades. “Em alguns casos, associado ao autismo está presente a deficiência intelectual, onde é necessária a inclusão na educação especial”, destacam as profissionais.
Acompanhamento médico
Simone e Keren dizem que a pessoa com autismo necessita de acompanhamento médico, porém não existe um medicamento que irá tratar especificamente o autismo, embora em alguns casos, existe a necessidade do uso de fármacos, para os comportamentos disruptivos e as comorbidades.




