Brasil está livre do ebola
Após suspeita de que um africano, residente em Cascavel,
no Paraná, estaria com o vírus, testes …
CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

TIMBÓ – Após seis dias de tensão e principalmente medo, os brasileiros podem respirar aliviados: o Brasil está livre do ebola. Souleymane Bah, 47 anos, suposta vítima do vírus, teve confirmada nessa segunda-feira que está imune a doença. O caso gerou repercussão no último dia 9, quando a notícia de que um africano vindo de Guiné – que atualmente mora em Cascavel, Paraná, estaria com um dos sintomas da doença, tendo febre intensa e constante.
Tomando todas as precauções possíveis, o Ministério da Saúde imediatamente acatou as regras estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), levando Bah para fazer os exames necessários e mantendo em observação todos aqueles que tiveram contato com ele nos últimos dias. O primeiro exame, que indicou negativo para vestígios do vírus, teve seu resultado divulgado no último sábado, dia 11. Como a OMS pede que sejam colhidas duas amostras de sangue e sejam realizados dois testes em diferentes laboratórios, o Instituto Evandro Chagas, localizado em Belém, fez o segundo exame, divulgando seu resultado ontem.
Apesar do susto ter sido em vão, o Brasil permanece em estado de alerta, tomando todas as medidas possíveis para que casos assim não se repitam, ou ainda pior, se tornem realidade. Segundo o Jornal Cruzeiro do Sul (www.cruzeirodosul.inf.br), que divulgou a notícia do segundo resultado, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, garante que o alerta está mantido. “Todas as medidas de vigilância permanecem, apesar do baixo risco de que o ebola chegue ao país”, afirmou ontem.
Ainda no site constam informações de que ontem “foram realizadas reuniões com a Secretaria de Portos, o Ministério da Defesa e o Ministério do Turismo para intensificar as medidas de atenção. Entre as medidas definidas estão uma reunião com práticos dos portos, que têm contato direto com as tripulações de navios, e algum tipo de alerta para ser distribuído em portos e aeroportos, em forma de panfleto ou cartilha, explicando os riscos e sintomas”.
Em meio ao alívio e calmaria do momento, é preciso lembrar que o vírus ainda está se alastrando descontroladamente, principalmente na África. Segundo a OMS, a previsão é de que a epidemia leve cerca de seis meses para ser controlada, e até lá, todos os países devem permanecer em alerta para evitar a entrada do vírus.




