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Câmara debate desassoreamento

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Câmara debate desassoreamento
Geólogo das empresas que realizam a retirada de areia dos
rios Cedros e Benedito explica sobre os …

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

Foto: FOTO/CLARICE GRAUPE DARONCO / JMV

 
TIMBÓ – O que era para ser um Fórum de debate acabou se resumindo em uma apresentação dos trabalhos realizados pelas empresas que tem a concessão para efetuar a retirada da areia, cascalhos e impurezas dos rios dos Cedros e Benedito e a resposta de questionamentos feitos pelos vereadores e comunidade presente.
Assim pode ser definida a reunião sobre desassoreamento que aconteceu na tarde de ontem, dia 31 de julho, no auditório da Câmara de Vereadores de Timbó. A reunião que foi coordenada pelo presidente da Casa, Jorge Kruger e contou com a participação dos vereadores Fabricio Dalcastagné, John Adriano Schwartz, Waldemar Gebauer, Rubens Borchard, Douglas Emanuel Marchetti, Marcelo Luiz Ferrari e Guilherme Voigt (Tutti), além do presidente do Legislativo de Rodeio, o vereador Airton Souza e o vereador Carlos Preti, juntamente com os empresário das duas empresas, Levi de Souza e Álvaro Beckhauser, o geólogo, Norberto Corbellini, imprensa e comunidade em geral. 
Na abertura dos trabalhos o geólogo Norberto Corbellini relatou sobre suas funções, ao destacar que atua junto a uma empresa que presta serviços de consultoria na área mineral, ambiental e geotécnica para pessoas físicas e jurídicas. Os projetos elaborados objetivam o licenciamento junto aos respectivos órgãos competentes. Adicionalmente, oferecem-se execução, acompanhamento e monitoramento das atividades licenciadas. “Os projetos desenvolvidos pela empresa baseiam-se nos critérios da sustentabilidade com a segurança de que o empreendimento licenciado promova ações ambientalmente corretas, economicamente viáveis e socialmente justas”.
O geólogo também afirmou ser a favor do desassoreamento em razão dos rios Cedros e Benedito apresentarem uma quantidade muito grande de areia, argila e cascalhos e a retirada dos mesmos poderá minimizar o impacto das enchentes. “É importante retirar o excesso de materiais que ficam dentro do rio, pois quando houver a incidência de muita chuva o volume de água que sairá do rio será menor, pois o espaço interno está maior, ou seja, de cada metro de areia tirada é um metro de água a menos nas residências das famílias ribeirinhas”, explica ele ao destacar que a água do rio irá fluir mais rápido, sendo que isso se aplica em pequenas cheias e em cheias maiores, a situação é diferente. “Preciso frisar que o desassoreamento não vai, em hipótese alguma, resolver o problema das cheias, mas vai minimizar o seu impacto nas residências das famílias, que hoje, constantemente são atingidas”, destaca o geólogo.
Segundo Corbellini a Prefeitura não terá gastos com o trabalho, apenas está sendo solicitado a parceria da Defesa Civil para fazer o meio de campo junto as famílias e empresários que tem propriedades no encosto do rio, visando conseguir áreas para armazenar o material retirado, até o momento em que o mesmo possa ser transportado para um local em definitivo. “As áreas onde o material retirado do rio deve ficar não podem estar próximas as áreas de preservação permanente”, observa ele ao afirmar que este é o maior problema das empresas que retiram os materiais dos rios, atualmente.
O geólogo também ressaltou a diferença entre desassoreamento e dragagem: o desassoreamento é a limpeza do fundo dos rios, de dois a três metros. Já a dragagem define-se como serviço de alargamento, desobstrução, remoção, derrocamento ou escavação de material do fundo de rios, lagoas, mares, baías e canais de acesso a portos. 
Questionado sobre as licenças para atuar nesta área, o geólogo afirmou que tem toda a documentação necessária concedida  por um órgão nacional habilitado juntamente com a Fatma. 
Os vereadores, Fabricio Dalcastagné, John Adriano Schwartz e Rubens Borchard afirmaram ser a favor do desassoreamento. Já o vereador Airton Souza disse estar ali para ter mais conhecimento sobre o assunto. 
Tanto o vereador Douglas Emanuel Marchetti como o vereador Marcelo Luiz Ferrari questionaram o fato da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), representante do Governo do Estado, não estarem presente na reunião, pois a Câmara de Vereadores, através dos mesmos já encaminhou convite aos representantes da SDR para que se façam presente no Legislativo para repassar informações sobre o Projeto Jica, que destina recursos do exterior para investir em ações de prevenção a desastres naturais em várias regiões do Estado de Santa Catarina. “Queremos saber que tipo de ações contemplará o Médio Vale do Itajaí, pois existem recursos para serem utilizados na realização destas ações”, destacou o vereador Ferrari ao frisar que não é contra o desassoreamento e nem ao trabalho das empresas ali presentes, mas é necessário que o Estado também venha se pronunciar sobre o que está sendo feito para minimizar os efeitos das enchentes. 

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