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Caminhoneiros enfrentam rodovias sucateadas e falta de incentivos financeiros

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Caminhoneiros enfrentam rodovias sucateadas e falta de incentivos financeiros
No dia do Motorista, caminhoneiro do Vale do Itajaí fala das dificuldades que a categoria enfrenta …

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

Foto: FOTO/DIVULGAÇÃO

 

 
TIMBÓ – Hoje, dia 25 de julho é comemorado o dia de São Cristóvão e também o Dia do Motorista. Dentro da categoria dos motoristas temos os caminhoneiros que são os profissionais da área que enfrentam rotina de até 16 horas por dia, estradas em péssimas condições colocando em risco milhares de vidas, exclusão social e pagamento de frete através da lei da oferta e procura. No Brasil, os caminhoneiros lideram o alarmante ranking das atividades que mais causam mortes e incapacidade permanente em acidentes de trabalho, superando até mesmo a marca das atividades da construção civil e segurança privada. Segundo informações do Anuário Estatístico da Previdência Social/2012.
Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), são mais de oito mil mortes de caminhoneiros por ano, mais que qualquer outra profissão no Brasil. Existem cerca de dois milhões de caminhoneiros no país. Destes, mais de um milhão são autônomos, como é o caso de Dvalter Motos, de 53 anos, que a 30 anos trabalha como caminhoneiro no Médio Vale do Itajaí. Motos é natural do Paraná, mas a 13 anos reside em Blumenau e faz fretes para diversas transportadoras da região. Em entrevista à redação do JMV, o caminhoneiro, que estava se preparando para levar uma carga de Indaial para o Acre, conta que o maior problema enfrentado pela categoria é a má conservação das estradas. “Há 30 anos estou nas estradas todos os dias e nestes 30 anos não houve nenhum tipo de investimento para qualificar e melhorar a rodovia, ao contrário, aumentou o número de veículos e a infraestrutura segue a mesma, mas com muitos problemas”, relata ele.
O caminhoneiro explica que as rodovias que são bem cuidadas é necessário pagar pedágio, que é alto, as demais estão sucateadas e oferecem riscos constantes aos motoristas, até porque o trânsito se tornou violento. “Os pedágios tem custos altíssimos, mas pelo menos encontramos estradas conservadas e sinalizadas, diferente do que temos que enfrentar em rodovias estaduais e BRs, que estão todas com sérios problemas, ou seja, estão sucateadas”, observa ele.
Outro problema enfrentado pelos caminhoneiros são os valores que necessitam pagar nos Postos para pernoitar. “Se não abastecemos nos postos temos pagar valores para ficar no pátio. Tem um Posto de Combustível em Rio Branco, no Acre que cobra R$ 30,00 para deixar o caminhão no pátio, mais R$ 3,00 o banho e R$ 1,00 para usar o banheiro, se não pagamos não temos onde ficar, pois nos acostamentos das rodovias é um risco muito grande”, relata Motos.
Questionado sobre como a sua família, esposa e dois filhos, recebem noticias quando está viajando, Motos explica que o seu caminhão é monitorado 24 horas por dia e sua esposa pode acompanhar através do sistema no computador, onde ele está, em cidade, rodovia, o tempo que fica em um lugar, onde está dormindo, entre outras situações da viagem. “Assim a família fica mais tranqüila, pois sabe o que estou fazendo e onde estou passando”, afirma ele ao destacar ainda que hoje os celulares também facilitam muito, a comunicação com a família. “Em todas as regiões tem acesso às linhas de telefone celular, bem diferente do início, há 30 anos, quando era necessário parar nos Postos de Combustíveis e enfrentar filas para fazer uma ligação de orelhão”. 
Motos também destaca que os caminhoneiros autônomos foram abandonados pelos governos, pois hoje não existe linha de crédito nem financiamento para troca e aquisição de novos caminhões, quem precisa, tem que pagar juros elevados, bem diferente que para a categoria de motoristas de taxi, que tem linhas de crédito e demais subsídios.
 

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