Com 433 antenas Starlink em operação, distribuidora catarinense garante conectividade em tempo real para equipes de campo, reduzindo o tempo de resposta em áreas remotas e zonas de sombra
A Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) já está operando com 100% da frota de atendimento emergencial conectada via satélite, tornando-se uma das pioneiras no país a operar integralmente desta forma. A implementação da tecnologia Starlink, concluída recentemente, já é uma realidade nas ruas: são 433 veículos equipados e operando em todas as 16 regionais do estado, garantindo que a comunicação entre o Centro de Operações e as equipes de rua jamais seja interrompida, mesmo em áreas sem sinal de telefonia.
Historicamente, o relevo acidentado de Santa Catarina e a vasta extensão de áreas rurais e de mata fechada impunham um desafio logístico crítico: as chamadas “áreas de sombra”. Nestes locais, o sinal de rádio e de telefonia celular é inexistente, deixando as equipes de campo isoladas durante o atendimento a ocorrências.
Para o presidente da Celesc, Edson Moritz, a conexão via satélite com uso do Starlink reforça o compromisso com a contínua melhoria do atendimento e serviço prestado aos catarinenses. “Utilizar a tecnologia para prestar um serviço de qualidade está no centro do nosso trabalho e essa iniciativa oferece segurança aos nossos trabalhadores e agilidade para restabelecer o fornecimento de energia mesmo em áreas mais remotas”.
Antes da tecnologia via satélite, era comum que eletricistas precisassem percorrer dezenas de quilômetros para encontrar sinal e atualizar o status de um serviço ou receber novas instruções. Esse deslocamento improdutivo aumentava o tempo de espera do consumidor e dificultava a gestão das ocorrências em situações de crise, como grandes temporais.
O diretor de Distribuição, Cláudio Varella, reforça os ganhos operacionais com a adoção da tecnologia em 100% das regionais da companhia. “Estamos dando um passo importante para fortalecer nossa capacidade de resposta em situações críticas, como temporais e emergências em locais remotos. Com a internet via satélite integrada à operação, teremos um ganho expressivo em eficiência e integração das equipes de campo com o centro de controle”.
Conectividade e Segurança
Além da agilidade operacional, o acesso imediato à comunicação permite o acionamento rápido de suporte em casos de incidentes, além de possibilitar o acesso a diagramas técnicos da rede elétrica em tempo real, aumentando a precisão das manobras de restabelecimento.
Para o consumidor, o ganho é direto: a ordem de serviço chega instantaneamente ao veículo mais próximo, e a finalização do trabalho é reportada no segundo em que a energia é religada.
O gerente de Telecomunicações e Compartilhamento, Carlos Eduardo Marcussi, lembra que o Starlink é um recurso complementar às tecnologias atuais, mas crucial nos “pontos cegos” da rede de comunicação. “Antes, havia casos em que a equipe precisava dirigir por dezenas de quilômetros para receber uma nova ordem de serviço por falta de sinal e de conexão. Com a adoção do Starlink, essa informação chega em instantes”.
Presença regionalizada
O investimento de R$ 12,6 milhões em equipamentos e serviços de baixa órbita permite uma cobertura que alcança desde os extremos do Oeste até as áreas serranas e litorâneas. A distribuição das 433 antenas contempla:
•Blumenau: 34 unidades
•Chapecó: 28 unidades
•Concórdia: 21 unidades
•Criciúma: 22 unidades
•Florianópolis: 49 unidades
•Itajaí: 29 unidades
•Jaraguá do Sul: 11 unidades
•Joaçaba: 26 unidades
•Joinville: 29 unidades
•Lages: 44 unidades
•Mafra: 24 unidades
•Rio do Sul: 23 unidades
•São Bento do Sul: 14 unidades
•São Miguel do Oeste: 28 unidades
•Tubarão: 25 unidades
•Videira: 20 unidades
Ao transformar a tecnologia via satélite em um padrão operacional, a Celesc soluciona o antigo problema da falta de cobertura e reforça seu compromisso com a modernização do setor elétrico catarinense.
Por Vanessa Karine Menegassi
Fonte: ASCOM



