Cesta básica sobe mais de 10% em 2013
Pesquisa do Dieese aponta que preço do tomate subiu até 34% no ano …
CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV
TIMBÓ – Toda vez que a dona de casa vai ao supermercado, o valor dos produtos que compõem a cesta básica estão mais caro. E esta informação se confirma com a pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que apontou que o valor da cesta básica aumentou em 2013 nas 18 capitais pesquisadas. Segundo levantamento, divulgado na primeira quinzena de janeiro, em nove das 18 localidades o preço subiu mais de 10% no acumulado do ano passado.
A maior alta foi verificada em Salvador, de 16,74%, influenciada pelo preço da carne, que subiu 14,71%. Também tiveram alta acentuada as cestas de Natal (14,07%), Campo Grande (12,38%), Rio de Janeiro (11,95), Porto Alegre (11,83%), Curitiba (11,06%), Vitória (10,48%), Recife (10,34%), Florianópolis (10,09%), Belém (9,12%), João Pessoa (8,81%), Fortaleza (8,18%), Belo Horizonte (7,35%), São Paulo (7,33%), Aracaju (6,23%) e Manuas (6,01%). As menores oscilações ocorreram em Goiânia (4,37%) e Brasília (4,99%). Em São Paulo, o aumento foi de 7,33%.
Só em dezembro, houve elevação do valor da cesta em 15 cidades. As maiores altas foram registradas em Goiânia (7,95%) e Florianópolis (7,86%). Porto Alegre foi a capital com o maior valor para a cesta básica em dezembro (R$ 329,18), seguida por São Paulo (R$ 327,24) e Vitória (R$ 321,39). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 216,78), João Pessoa (R$ 258,81) e Salvador (R$ 265,13).
Vale do Itajaí
aumento foi de 4,83%
Em Blumenau e nos supermercados do Médio Vale do Itajaí, a cesta básica teve aumento de 4,83% em 2013. Os dados são dos pesquisadores da Furb, coordenados pelo professor Jamis Antonio Piazza e o acadêmico Paulo Victor Berri Wilhelm. Os produtos de panifício foram os que registraram aumento acima da média (+21,47%). Em dezembro, segundo a pesquisa, a alta do valor foi de 1,43%, em relação ao mês anterior, com um custo total de R$ 274,61. A relação do custo da cesta básica com o salário mínimo melhorou. No final de 2012 foi preciso 42,12% de um salário para comprar os produtos e em dezembro de 2013 foram necessários 40,50%.
A pesquisa também apontou alta de 5,5% no Índice de Variação Geral de Preços (IVGP), de Blumenau. Em dezembro, o IVGP teve variação de 0,21%. Os 580 itens pesquisados dentro do IVGP estão organizados em 25 grupos. Do total, oito subgrupos registraram alta de preços, nove permaneceram estáveis e outros oito variaram negativamente no mês passado.
As principais variações no custo da cesta básica em dezembro foram: batata inglesa (+11,96%), carne moída 2ª (+7,66%) e tomate (+6,02%), e óleo de soja (-10,75%), farinha de trigo (-10,20%) e leite (-8,81%). A expectativa é que em janeiro o IVGP fique entre 0,2% e 0,6%.
Já os produtos que tiveram alta acima da média foram: de panifício (+21,47%), alimentos semi-industrializados (+16,24%), fumo (+16,23%), utensílios para lar (+10,77%), alimentos industrializados (+9,64%), serviços de educação (+9,00%) e serviços domésticos (+9,00%).
Os registros de aumentos abaixo da média são dos seguintes produtos: serviços de recreação (-8,71%), serviços de manutenção de veículos (-5,73%), medicamentos (+1,88%), jornais/revistas (+2,43%), combustíveis/óleo/pneu (+2,54%), autopeças (+3,68%), alimentação fora do lar (+3,90%), gás (+4,17%) e material de construção (+4,26%).
Valor do salário mínimo
Segundo os especialistas do Dieese com base no custo apurado para a cesta básica no país, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e Previdência, estima-se que, em dezembro de 2013, o menor salário pago no país deveria ser R$ 2.765,44, ou seja, quatro vezes o mínimo em vigor. Segundo a pesquisa, em dezembro de 2012, o valor necessário para atender às despesas de uma família era de R$ 2.561,47.
Em dezembro do ano passado, a jornada de trabalho mensal necessária para compra dos alimentos essenciais por um trabalhador remunerado com salário mínimo foi de 94 horas e 47 minutos, ante uma jornada de 94 horas e 23 minutos no mesmo mês de 2012.
Tomate subiu até 34%
Entre os produtos da cesta básica, leite, farinha de trigo, banana, pão francês e batata tiveram aumento em todas as regiões do país em 2013, segundo o Dieese. Já o óleo de soja foi o único produto da cesta que teve o preço reduzido nas 18 capitais pesquisadas.
O custo do leite "in natura" aumentou em todas as cidades analisadas em 2013, com variações acumuladas entre 6,18% (Manaus) e 28,24% (Belém). A farinha de trigo teve variações que chegaram a 67,06%, em Florianópolis e 55,56%, em Campo Grande. O preço do pão francês variou entre 2,13%, em Aracaju, e 24,17%, em Campo Grande. No caso da batata, a alta ficou entre 4,41% no Rio de Janeiro e 45,60%, em Porto Alegre.
O tomate, apontado como o grande vilão da inflação no início de 2013, acumulou no ano alta de até 34,43% em Natal, 33,61% em Vitória, 28,87% em Aracaju, 21,09% em Porto Alegre e 20,57% no Rio de Janeiro. O preço do produto, porém, não variou em Brasília e chegou a diminuir em Salvador (-6,91%), Campo Grande (-4,01%), Manaus (-3,61%) e Goiânia (-2,46%). Em São Paulo, o preço do tomate acumulou um aumento de 3,76% no ano.





