Cimvi trabalha na implantação da usina de biogás
TIMBÓ – O Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí (Cimvi) está com um importante proje …
CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV
TIMBÓ – O Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí (Cimvi) está com um importante projeto que visa auxiliar os municípios na decomposição dos resíduos sólidos. A informação é do diretor executivo do Cimvi, Valter Araujo.
Segundo ele, o Consórcio que conta com os municípios consorciados: Apiúna, Ascurra, Benedito Novo, Doutor Pedrinho, Indaial, Pomerode, Rio dos Cedros, Rodeio e Timbó, também é uma entidade multifinalitária, ou seja, atua em diversas áreas, exceto nas áreas de saúde e de regulação. “Atualmente o Cimvi vem atuando na Gestão de Resíduos Sólidos, na Gestão Ambiental e de Recursos Naturais, na Gestão de Turismo, na Gestão de Cultura e no Desenvolvimento Institucional”, observa o diretor executivo.
Quando o assunto é Gestão de Resíduos Sólidos, Araújo explica que o Consórcio está trabalhando na implantação da planta (usina) de biogás. “A planta de biogás, como o próprio nome diz, objetiva a produção e aproveitamento do gás gerado na decomposição de resíduos sólidos degradáveis, como restos de alimentos, etc. – comumente chamado de lixo úmido”, explica o diretor executivo.
Questionado sobre quais as expectativas para que a usina seja implantada, Araujo destaca que a implantação da planta de biogás, além de atender uma determinação legal, através da Lei nº 12.305/10, que determina que a partir de agosto de 2014 somente sejam enviados aos aterros sanitários os rejeitos, também é resultado de um estudo técnico sobre aproveitamento energético dos resíduos. “Igualmente é um processo muito utilizado em países como Alemanha, Espanha e Suécia, entre outros”, observa ele.
Sobre onde a usina será instalada, Araujo ressalta que no estudo levado a termo a localização indicada da planta é no município de Blumenau, sendo o maior gerador de resíduos.
Outra questão apontada ao diretor executivo refere-se de como será realizado o trabalho de implantação da Usina, coleta da matéria-prima e repasse do produto final. De acordo com ele, está em desenvolvimento o Plano Intermunicipal de Resíduos Sólidos. “No plano será definido tudo sobre a segregação, o acondicionamento, a coleta, o transporte, o tratamento e a destinação final dos resíduos”, explica Araujo ao informar de que há a indicação, que deverá ser definido em audiências públicas, da segregação (separação na origem) ocorrerá em duas ou três parcelas. “Uma parcela (resíduos sólidos degradáveis ou estes mais rejeitos) serão encaminhados para a usina onde haverá a separação de materiais; a parcela que interessa será encaminhada às unidades de fermentação onde é gerado o gás que é o combustível para a geração de energia (elétrica/térmica); do processo resta matéria orgânica, que dependendo da pureza, após estabilização, pode ser utilizada como composto; igualmente pode ser transformada em CDR ou encaminhada ao aterro sanitário. Neste processo há uma redução de peso de 30 a 40%”, relata o diretor executivo.
Questionado de como está o trabalho do Consórcio junto aos municípios para evitar a entrada de material reciclado junto ao lixo orgânico, Araujo afirma que o Plano Intermunicipal de Resíduos Sólidos, que consiste em diagnóstico, prognóstico, planejamento e implantação, definirá com base nos estudos de viabilidade como será o sistema de triagem de recicláveis; se haverá uma única central (tal como um único aterro) ou mais de uma. “O plano concluso deverá ser ratificado por todas as Câmaras de Vereadores dos entes consorciados”, adianta ele.
Sobre o tempo de vida útil do Aterro Sanitário e como o Consórcio analisa o fato de que muitos municípios ainda não fazem a Coleta Seletiva do Lixo – investindo na separação correta dos matérias, o diretor executivo explica que pelo projeto -considerado disposição de resíduos sólidos no aterro de 650 gramas por habitante por dia – o tempo de vida útil se estenderia até 2023, entretanto, como a média de disposição está abaixo de 400 gramas por habitante por dia, a vida útil se estende até 2030. “De alguma forma ou de outra, em todos os municípios há coleta seletiva (pública, privada, associação, autônomos, etc.). Com o plano, o sistema deverá ser ordenado o que resultará no seu aprimoramento. Há de se considerar a logística reversa, que segundo a Lei nº 12.305/10 é obrigatória para os produtos considerados perigosos que define, deverá ser implantada igualmente para o setor embalagens (materiais de maior volume na coleta seletiva), o que acarretará no futuro diminuição drástica de matérias recicláveis para coleta, tratamento e disposição final”, explica Araujo ao afirmar que é importante não gerar lixo e saber reduzir, reutilizar, reciclar, tratar e dispor.





