terça-feira, 31 de março de 2026
24.9 C
Timbó
terça-feira, 31 de março de 2026

Crise econômica na Grécia

Data:

Crise econômica na Grécia
Bancos ficaram fechados na segunda-feira para evitar saques. Presidente da Comissão Europeia fará …

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

 TIMBÓ – Os meios de comunicação tanto internacional, nacional e estadual estão acompanhando o desenrolar da crise econômica que se instalou na Grécia. De acordo com informações divulgadas na tarde de ontem, dia 29 de junho, pelo G1, retiradas da Reuters, o comissário de Assuntos Econômicos e Financeiros da União Europeia (UE), Pierre Moscovici, afirmou que ainda existe margem de negociação com a Grécia, país que está cada vez mais próximo de dar calote no Fundo Monetário Internacional (FMI) e deixar a zona do euro.

Segundo ele, o presidente da Comissão Europeia (CE, órgão executivo da União Europeia), Jean-Claude Juncker, fará nova propostas para tentar evitar que o país deixe a moeda única.
De acordo com as notícias divulgadas, Juncker vai indicar o caminho a seguir. 
A Grécia amanheceu ontem, dia 29, com agências fechadas após a imposição de um feriado bancário e o anúncio de medidas de controle de capitais.
Os bancos ficarão fechados até o dia 6 de julho e os caixas eletrônicos terão limite diário de saque de € 60 euros. Não haverá limite no caso de pagamentos de pensões. Já os turistas estrangeiros e qualquer pessoa com um cartão de crédito emitido fora da Grécia não serão afetados pelos controles de capitais. A bolsa de valores de Atenas também será fechada enquanto o governo tenta gerenciar as consequências financeiras da discordância com a UE e o FMI.
 
 
O país tem até hoje, dia 30 de junho, para pagar € 1,6 bilhão de euros ao FMI e depende de um empréstimo dos outros países europeus para fazer esse pagamento. Mas, no fim de semana, o primeiro-ministro grego decidiu que vai fazer um referendo no próximo dia 5 para saber se aceita as condições desse empréstimo, que incluem alta de impostos e cortes nas aposentadorias. Com isso, o país deve dar o calote no FMI e pode acabar deixando a zona do euro.
 
 
Em meio ao drama na Grécia, onde uma clara maioria quer permanecer na zona do euro, os próximos dias apresentam um grande desafio para a integridade do bloco de moeda única. As consequências para os mercados e para o sistema financeiro mais amplo não são claras.
O governo de esquerda da Grécia vinha há meses negociando um acordo para liberar financiamento a tempo de pagar o FMI. Mas nas primeiras horas do sábado, o recém-eleito governo esquerdista do premiê Alexis Tsipras, do partido Syriza, pediu um prazo extra para permitir que os gregos votassem em um referendo sobre os termos do acordo. Credores recusaram esse pedido, deixando pouca opção para a Grécia que não o calote, adicionando ainda mais pressão sobre o sistema bancário do país.
Os credores querem que a Grécia corte pensões e aumente impostos, medidas que Tsipras sempre argumentou que aprofundariam uma das piores crises econômicas do país, onde um quarto da força de trabalho já está desempregada.
Partidos de oposição gregos se uniram para condenar a decisão de convocar o referendo sobre os termos de resgate, mas muitas pessoas são favoráveis.  Muitos economistas expressaram simpatia com o argumento do governo grego de que novos cortes nos gastos arriscariam sufocar o crescimento do país.
O FMI tem pressionado os governos europeus a aliviar o peso da dívida de Atenas, algo que a maioria diz que só irá ocorrer quando a Grécia primeiro mostrar cortes no seu orçamento.
 
 
As origens da atual crise remetem a 10 anos atrás, quando autoridades europeias descobriram que a Grécia havia maquiado suas contas, ao longo de vários anos, para conseguir entrar na zona do euro. Endividado, o país sucumbiu durante a crise financeira de 2008 e precisou pedir dois pacotes milionários de resgate e aplicar, em contrapartida, um doloroso plano de austeridade.
Agora, depois de três anos de cortes de gastos públicos, o recém-eleito governo esquerdista do premiê Alexis Tsipras, do partido Syriza, volta a tentar negociar com a União Europeia, o FMI e o Banco Central Europeu.
Os credores exigem do governo novos cortes de gastos e de aposentadorias, enquanto Tsipras propõe aumentar a arrecadação via elevação de impostos sobre empresas e fortunas. 
Enquanto isso, a economia vive paralisação, o desemprego cresce e muitos gregos estão ameaçados de pobreza.
 

Últimas Notícias

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

error: Conteúdo protegido de cópia.