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Cuidados e tratamentos contra a hipertensão

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Cuidados e tratamentos contra a hipertensão
A doença está presente em uma a cada três pessoas na faixa dos 20 anos e em duas
a cada três pe …

ALINE CHRISTINA BREHMER/ESTAGIÁRIA/JMV

Foto: O médico cardiologista Melchior Moser

 TIMBÓ – Neste mês, no dia 26, é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão. A redação do Jornal do Médio Vale entrevistou o cardiologista timboense Melchior Moser para alertar sobre os sintomas e perigos da doença. Atualmente, a hipertensão é uma das doenças que provoca maior dano no organismo do ser humano e, estima-se que cerca de um milhão de pessoas morrem anualmente vítimas por causa dela – principalmente por lesões cardíacas, renais e vasculares.

É considerado como hipertenso o indivíduo que, em duas ou mais medidas, apresente valores pressóricos acima de 140/90mmHg. “É importante salientarmos que a hipertensão provoca poucos sintomas. Examina-se pessoas com níveis acima de 230/120mmHg que não sentem nada. Muitas vezes o primeiro sinal da doença é a morte por acidente vascular ou complicações cardíacas”, explica o cardiologista Melchior Moser.
Os valores citados são detectados com aferições através de uma aparelhagem adequada – que deve ser manuseada por um profissional –, e, apesar de parecer algo simples, é preciso que sejam levados em conta fatores como ansiedade e dores de qualquer origem, que podem elevar os níveis tensionais sem necessariamente se tratar de hipertensão. De maneira geral, a origem da doença é o fator genético.
“Assim como herdamos todas as nossas características aparentes – como tom dos cabelos, olhos e tonalidade da voz – também herdamos fatores internos que são longevidade, tendência a colesterol elevado, doenças malignas, hipertensão e assim por diante”, explica Moser. Estima-se que uma em cada três pessoas adultas acima dos 20 anos apresenta hipertensão. Acima dos 65 anos os casos aumentam para duas a cada três pessoas.
 
Consequências 
e tratamento
 
A hipertensão compromete indistintamente homens e mulheres, mas tem maior prevalência sobre o sexo masculino. “Os riscos dos malefícios da doença aumentam com a idade”, alerta o cardiologista. Os chamados ‘fatores de risco cardiovascular’ relacionados à hipertensão são seis: idade, história familiar, tabagismo, dislipidemia, diabetes e obesidade.
Questionado sobre o tratamento, Moser diz que inicialmente, ou seja, quando os níveis não são muito elevados, é possível fazer uso apenas dos medicamentos. “Estudos mostram que o evento cardiovascular em consequência da hipertensão foi diminuído em 31% simplesmente com a redução da ingestão de sódio na alimentação e outros 30% com a redução de peso”, comenta.
Por outro lado, quando não se consegue normalizar os níveis com a mudança no estilo de vida e alimentação, é necessário iniciar um tratamento mais intenso com medicamentos que, normalmente, são para a vida toda. Segundo o cardiologista, as pessoas que têm pressão controlada e não tiveram comprometimento de nenhum órgão, poderão levar uma vida normal. “A cura só é possível quando a causa é uma alteração anatômica em rins, artérias ou hormonal. Mas são casos que somam um percentual pequeno nos quadros hipertensivos”, explica.
Caso não seja tratada, a hipertensão pode levar a morte. “Temos que entender que o nosso coração é uma bomba de sangue para todo o organismo. Esse bombeamento é feito, em média pela sua contração, 110 mil vezes ao dia. Imagine quantas contrações que serão feitas em uma semana, mês ou ano? 
Que artifício mecânico existe com tamanha durabilidade? Evidentemente se a pressão for baixa, o esforço será bem menor e a sobrevivência deste órgão logicamente será maior. Ninguém com níveis pressóricos muito elevados ou sem controle terá vida longa”, exemplifica.
Moser alerta às gestantes que sofrem com a doença para que tenham um cuidado ainda maior. “Os tratamentos são basicamente os mesmos citados anteriormente – com exceção principalmente aos ditos inibidores de ECA, como enalapril e  captopril, devido aos graves efeitos colaterais”, ressalta. 
Seu conselho às mulheres hipertensas que pretendem engravidar é que tenham orientação extremamente criteriosa de seu médico, levando em consideração os riscos que dependem sempre dos níveis a que foi classificado seu estado hipertensivo.
 

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