Direção da CoperVida explica saída da direção dos hospitais de Indaial e Gaspar
Conselho Gestor do Hospital Beatriz Ramos rompeu contrato para reduzir custos …
CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

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INDAIAL – A empresa CoperVida que gerencia os hospitais de Timbó (Oase) e Rio dos Cedros (Dom Bosco) também estava à frente da gestão dos hospitais de Indaial (Beatriz Ramos) e Gaspar, mas por motivos administrativos não é mais responsável por esses dois últimos. Segundo o diretor executivo da CoperVida, Richard Choseki, aconteceram algumas situações que lhe afastaram da direção dos hospitais de Indaial e de Gaspar, oportunidade em que em Indaial, o Conselho Gestor do Hospital Beatriz Ramos optou em romper o contrato com a CoperVida e contratar os funcionários da empresa que estavam atuando na entidade. “A atual gestora do Hospital Beatriz Ramos, Maria Bernadete era contratada da CoperVida e assumiu a direção da entidade solicitando o desligamento da empresa”, observa Choseki ao destacar que em nenhum momento teve problemas com o Conselho Gestor, apenas foi realizada uma escolha por eles em ficar com os funcionários e não mais com a empresa, visando a redução dos custos.
Outro diferencial, explica Richard, refere-se ao tipo de contrato firmado entre os hospitais e a empresa. “Ou seja, no Hospital Beatriz Ramos a CoperVida ganhava um valor mensal para administrar, diferente dos hospitais de Timbó e Rio dos Cedros, onde a empresa só ganha valores se o caixa mensal fechar no positivo, caso haja déficit, a empresa não recebe, por isso eu afirmo que o trabalho nos hospitais Oase e Dom Bosco é movido pela paixão. Ao assumirmos o Hospital Oase havia um valor alto em aberto, sendo que uma parte foi paga e outra renegociada, mas hoje o hospital ainda tem um déficit que é de R$ 50 a R$ 60 mil mensais, mas que ao fechar dois anos de administração em abril de 2013, deverá ser sanado”, destaca o diretor da CoperVida ao frisar que os contratos firmados entre as instituições são bem distintos e em Timbó e Rio dos Cedros os contratos estão baseados em um desafio de fazer o melhor.
Outra situação refere-se a saída da empresa CoperVida da direção do Hospital de Gaspar. “Assumimos a direção do Hospital de Gaspar à pedido do Estado para que agUentassem o Hospital aberto no período das eleições, mas lá tem um sério problema de gestão. Apesar de termos um custo operacional positivo, conseguindo sanar contas antigas, saimos da direção do mesmo no dia 31 de dezembro”, adianta Choseki.
Ao entrar em 2013, a CoperVida estaá administrando dois hospitais: Rio dos Cedros e Timbó; duas clínicas: uma em Garuva e outra em Blumenau, que está sendo montada e em breve entrará em funcionamento; dois Pronto Atendimento, um do Sais, em Indaial e o outro, aqui em Timbó. “Recebemos o convite para assumirmos a direção de um hospital novo com cinco andares, com quatro salas cirúrgicas, com cerca de 80 leitos, que está sendo construído em frente ao Hospital Santa Catarina, em Blumenau. Esse hospital, tem um grande investimento em Saúde para a região do Médio Vale do Itajaí, pois o hospital além de disponibilizar uma ala de UTI também terá novos atendimentos”, adianta Choseki ao destacar que o hospital deverá ser colocado de pé em 2013 e em 2014 deve estar concluído e iniciará os atendimentos.
Conselho Gestor
trabalha com
a redução de custos
O Conselho Gestor do Hospital Beatriz Ramos (HBR) informou que assumiu a direção do hospital a ex-funcionária da CoperVida, que até então era a diretora da entidade através da empresa contratada, mas visando o corte de gastos foi rompido o contrato com a empresa e contratado apenas uma administradora. No mês de novembro, Maria Bernadete assumiu a gestão da Associação Beneficente Hospital Beatriz Ramos, com o apoio do Conselho Gestor para realizar uma gestão promissora.
Na oportunidade, a nova administradora relatou dados de atendimentos realizados pelo hospital durante o ano de 2012. Segundo ela, foram realizados 39.336 atendimentos de emergência com uma média de 3.500 por mês, foram 5.291 internações com uma média de 481 internações por mês.
Diante desses números, a nova administração junto ao Conselho Gestor do HBR está trabalhando para realizar em breve a reforma no Pronto Atendimento, que aumentará o número de leitos para estabilização do paciente, passando de dois leitos para quatro. Também será feita uma nova entrada de internação e visitas e ainda, a instalação de uma central de gás oxigênio. “O hospital terá sua própria central de gás oxigênio, uma conquista muito importante para o atendimento de qualidade dos pacientes”, informa ela.




