Emagreça com o balão intragástrico
Diretor técnico do Hospital da Unimed de Timbó explica sobre esse método de emagrecimento não-ci …
BRUNA LALINE RAMOS/ESTAGIÁRIA/JMV

BRUNA LALINE RAMOS/ESTAGIÁRIA/JMV
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TIMBÓ – Recomendado para obesos, o balão intragástrico é um tratamento de emagrecimento, que pode ser uma alternativa a cirurgia bariátrica. É feito por um procedimento endoscópico, que não é cirúrgico, não há cortes e nem deixa cicatrizes. A função do balão é preencher dois terços do estômago, dando a sensação de saciedade, fazendo com que o paciente coma menos, já que se sentirá satisfeito precocemente.
O médico Maximilhano Arenz, diretor técnico do Hospital da Unimed de Timbó e especialista em gastroenterologia e em endoscopia digestiva, explica como é feito esse tratamento com o balão. “Por meio de um procedimento semelhante à endoscopia, o balão de silicone é colocado no estômago e, em seguida, é preenchido com 600 mililitros de soro fisiológico e azul de metileno”.
Arenz conta que o corante azul é utilizado, pois se caso o balão romper dentro do estômago, a cor da urina do paciente ficará azulada, indicando, assim, que há algum problema com o balão, havendo a necessidade de retirá-lo. Segundo ele, o risco maior desse tratamento é o rompimento do balão. “Se ele romper, o soro e o corante irão vazar, porém, isso não prejudicará a saúde do paciente. Quando isso acontece, o balão precisa ser retirado, também por um procedimento semelhante à endoscopia”.
Segundo Arenz, a garantia do fabricante do balão é de seis meses, porém, o balão pode ficar no estômago por até um ano, podendo ser recolocado quantas vezes for necessário. O que irá determinar a permanência do balão é o resultado de emagrecimento do paciente. “Quando for a hora de retirar o balão, é feito um furo nele para que todo o soro e o corante sejam retirados até ele ficar completamente murcho, para então ser retirado do estômago por endoscopia”, explica.
Para o médico, o benefício do balão intragástrico é que ele reduz o tamanho do estômago sem cirurgia. “Depois de colocado o balão, o paciente deve se consultar mensalmente com seu médico e com um nutricionista. Com esse tratamento, o paciente chega a perder entre 10 a 20% de seu peso”, afirma Arenz. Ele ainda ressalta que o balão é apenas um pilar para o emagrecimento, pois é necessário que o paciente faça atividades físicas e reeduque sua alimentação para ter um melhor resultado.
Conforme explica Arenz, o tratamento com o balão intragástrico pode ser feito em pessoas obesas, com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 27% e maiores de 16 anos. Gestantes e pessoas que já se submeteram a cirurgias no estômago não são aconselhadas a utilizar o balão. Até o momento, segundo ele, nenhum plano de saúde cobre o tratamento do balão intragástrico.
O procedimento completo, com colocada, retirada e acompanhamento nutricional, custa em torno de R$ 8.000,00. A operação, semelhante à endoscopia, que dura cerca de 30 minutos, pode ser realizada em alguns hospitais da região, inclusive em Timbó, no hospital da Unimed.




