Está mais caro fazer compras
Feijão e leite tiveram aumento no preço e outros produtos devem ficar mais caros
no segundo semes …
Bruna Laline Ramos/JMV

TIMBÓ – Boa parte dos timboenses já percebeu que está mais caro fazer compras no mercado, isso porque o preço de alguns produtos aumentou muito e isso está afetando o orçamento mensal das famílias. O feijão, por exemplo, que para muitas pessoas é um alimento que não pode faltar nas principais refeições do dia, teve um aumento de mais de 100% nos últimos meses.
Em pesquisa realizada pelo Jornal do Médio Vale em dois supermercados de Timbó, constatou-se que o preço de um quilo do feijão carioca Urbano, que é um dos tipos mais vendidos no município, custava cerca de R$ 4,63 em janeiro deste ano. Agora, cinco meses depois, custa R$ 9,98, ou seja, mais que dobou de preço.
Já o leite longa vida Tirol, que também é um dos mais vendidos, custava cerca de R$ 2,58 em janeiro, mas agora está 3,69 em um supermercado e R$ 4,45 em outro, ou seja, aumentou mais de 50%. Conforme reportagens divulgadas pela imprensa no estado, em algumas cidades de Santa Catarina, como Florianópolis, o litro do leite já está sendo vendido por quase R$ 7,00.
Para piorar a situação, no estado de São Paulo, por exemplo, além do preço também ter aumentado, muitos estabelecimentos estão com leite em falta. E não é apenas o preço do leite que subiu, os derivados do produto, como a manteiga e o requeijão, também tiveram aumento.
O motivo do leite ter ficado mais caro é a queda na produção. A época chuvosa é considerada a melhor para que o gado dê leite, só que no último verão a chuva chegou tarde e forte, prejudicando as pastagens. Além disso, a ração também ficou mais cara e muitos produtores de leite mudaram o foco do negócio, migrando para pecuária de corte, atraídos principalmente pelos patamares de preço da arroba do boi gordo e do bezerro. Todos esses fatores juntos têm contribuído para essa menor oferta de leite.
Segundo especialistas, os reflexos das dificuldades dos produtores poderão ser sentidos no preço do leite até setembro, já que não há indicativo de melhora na produção, que venha a diminuir o custo. Vale lembrar que Santa Catarina é o quinto Estado em produção de leite no Brasil. São 2,8 bilhões de litros produzidos anualmente, por 80 mil trabalhadores, sendo a maioria no Oeste, responsável por 74% da produção.
Já no caso do feijão, os técnicos do Instituto Brasileiro do Feijão prevêem que o preço deve cair um pouco nos próximos meses, mas volta a subir em setembro, quando começa o plantio da próxima safra. A causa desse aumento de preços está no campo, pois na época do plantio, em fevereiro, a chuva castigou as lavouras. Depois, em abril, foram 30 dias de estiagem e agora, o frio e a geada, que sapecou as plantas. Com isso, a maioria dos produtores de feijão teve problemas no começo, no meio e no fim da plantação.
Além da alta do feijão e do leite, para o segundo semestre deste ano outros produtos também devem ficar bem mais caros nas prateleiras dos mercados. Segundo especialistas, o arroz e a carne são os que terão as maiores altas.
Com as compras ficando cada vez mais caras, o jeito
é substituir os alimentos que tiveram aumento no preço por outros que são mais baratos. A dica também é aproveitar as promoções dos mercados e, claro, fazer pesquisas de preço. Tudo é válido para não passar do orçamento no fim do mês.





