Garapuvus encantam moradores de Timbó
Colorido verde e amarelo nos morros, ao redor do município, chama atenção pela beleza que proporc …
CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

TIMBÓ – Estamos em uma das estações mais belas do ano: a primavera. A principal característica da primavera é o reflorescimento da flora, sendo considerada a estação mais florida do ano. Esse período é marcado por belas paisagens formadas pela natureza, com uma grande diversidade de flores, tais como orquídeas, jasmim, violeta, hortênsia, crisântemo, ipês, entre outras.
Em Timbó, além da floração das mais diversas flores que embelezam os diversos cantos do município, a beleza do verde-amarelo de uma planta nativa, denominada de garapuvu, está chamando a atenção de todos os moradores. Quem anda pelas estradas, em especial nas áreas que circundam os morros Arapongas e Morro Azul, pode observar e encantar-se com o que restou da mata atlântica. A garapuvu (Schizolobium parahyba) é considerada símbolo de várias cidades de Santa Catarina, como Florianópolis e Bombinhas, por exemplo, sendo adotada também como símbolo de Santa Catarina, pois se enchem de flores e se destacam na mata verde, vestidas de verde e amarelo. De acordo com informações de especialistas da área de botânica, é uma das espécies nativas de mais rápido crescimento e que produz anualmente abundantes frutos e sementes. Sua floração ocorre de outubro a novembro. Ela exige muita luz e cresce, preferencialmente, nas matas abertas, nas clareiras feitas pelo homem ou pelas tempestades.
A garapuvu é uma espécie nativa de vários países da América Latina, que pode ser encontrada do México ao Paraguai. Já no Brasil pode ser observada a sua beleza, da Bahia até Santa Catarina, especialmente nos pontos onde hoje encontram-se as áreas da Mata Atlântica. O crescimento desta espécie é algo que impressiona: pode chegar a três metros por ano. A árvore pode atingir facilmente os 20 metros a 30 metros de altura e diâmetro de 60 centímetros.
Historiadores relatam que a madeira do garapuvu não apresenta grande resistência podendo ser utilizada para produzir peças ornamentais, artesanato, projetos de reflorestamento e recuperação de áreas degradadas. Mas, segundo relatos da história, a utilização mais antiga da sua madeira é para a confecção de canoas, exatamente pela leveza e seu porte retilíneo.
A garapuvu, em 1992, foi tombada como símbolo de Florianópolis, devido sua beleza e importância histórica para a cidade. A partir desta data, então, ficou proibida a extração da sua madeira. A espécie deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica. A irrigação deve ser regular no primeiro ano após o plantio. Prefira locais úmidos, como as margens dos rios para plantá-la. Os frutos amadurecem de abril a julho. No inverno, caem-lhe as folhas. A partir de outubro surgem-lhe as flores grandes em amarelo-ouro. A árvore tem um tronco reto e imponente. De casca lisa acizentada e com um diâmetro de cerca de 70 centímetros na altura do peito, pode ser abraçada por um adulto.




