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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Gigantes da tecnologia planejam gastar US$ 650 bilhões na corrida pela inteligência artificial

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Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft abrem os cofres para construir data centers e comprar chips em ritmo histórico

O investimento massivo visa a hegemonia no mercado de IA generativa, superando gastos de setores tradicionais como energia e manufatura. Contudo, a explosão de custos em infraestrutura e energia preocupa investidores, gerando quedas no valor de mercado e alertas sobre possíveis bolhas econômicas no setor.

Um investimento de proporções históricas

Sabe aquela história de “quem chegar por último é a mulher do padre”? Pois é, a Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft levaram isso a sério na corrida pela inteligência artificial. Juntas, essas gigantes pretendem desembolsar cerca de US$ 650 bilhões em capital (o famoso capex) até 2026. É tanto dinheiro que a Bloomberg comparou esse boom com a construção das ferrovias no século 19 e as rodovias americanas no pós-guerra.

Onde todo esse dinheiro vai parar?

Não é só pra pagar o café dos desenvolvedores. A grana está sendo canalizada para itens essenciais que fazem a mágica acontecer:

  • Construção de data centers gigantescos por todo o mundo;
  • Chips de IA caríssimos (os queridinhos do momento);
  • Cabos de rede e geradores de energia reserva;
  • Infraestrutura pesada para aguentar o tranco do ChatGPT e seus rivais.

Só para você ter uma ideia, a Amazon planeja investir sozinha US$ 200 bilhões em 2026. A Meta, de Mark Zuckerberg, deu um salto potencial de 87% nos seus gastos, chegando a US$ 135 bilhões. É o tipo de cifra que faz qualquer investidor olhar duas vezes para o extrato bancário.

O lado B da moeda: investidores de cabelo em pé

Embora a inteligência artificial seja o futuro, o mercado financeiro está olhando para essas contas com uma sobrancelha levantada. Quando a Microsoft e a Alphabet anunciaram seus planos bilionários, as ações chegaram a cair no after-market. Segundo Gil Luria, analista da DA Davidson, o medo de ficar para trás é maior do que o medo de gastar demais. “Nenhuma delas está disposta a perder”, afirma o especialista.

Mas nem tudo são flores. Toda essa construção desenfreada está apertando a oferta global de energia e água, gerando atrito com comunidades locais. Além disso, vozes como a de Tomasz Tunguz, da Theory Ventures, lembram que grandes frenesis de investimento do passado nem sempre terminaram com final feliz. O grande desafio agora é transformar esses bilhões de dólares em lucro real antes que a paciência dos acionistas se esgote completamente.

Por Narciso Barone

Fonte: Infomaney

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