sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
23.8 C
Timbó
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Grande quantidade de besouros gera reclamações de timboenses

Data:

Grande quantidade de besouros gera reclamações de timboenses
Entomologista da Epagri explica sobre a proliferação do inseto e afirma que os mesmos tem vida cur …

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

Foto: Divulgação

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV
[email protected]

TIMBÓ – A chegada da primavera trouxe a beleza das flores e também proporcionou o aumento na temperatura, que proporciona as famílias ficarem mais tempo acordadas, com a casa e apartamentos abertos para aproveitar o clima gostoso do final de tarde. Mas, o fato de deixar as janelas e portas abertas está trazendo um novo problema aos moradores de Timbó: os besouros.
Segundo relatos de diversos leitores do Jornal do Médio Vale, existe uma infestação de insetos, coisa que nos outros anos não era presenciado. Segundo os moradores, são uns besouros marrons, que após às 18 horas veem em grande quantidade em diversas residências, tanto na cidade, como na área rural. Eles questionam a redação do Jornal do Médio Vale na busca de informações do porque dessa invasão, o que pode ter acontecido para acarretar o crescimento populacional destes insetos, entre outros.
Para responder as reclamações dos leitores, a redação do Jornal do Médio Vale entrou em contato com o pesquisador Entomologista da Epagri – Estação Experimental de Itajaí, Eduardo R. Hickel. Segundo ele, os surtos populacionais de muitas espécies de besouros são cíclicos, ou seja, ocorrem em determinados anos e depois passa um bom tempo sem ocorrer novamente.

Entomologista explica
a proliferação


“Este ano estamos testemunhando um destes ciclos, onde algumas espécies se proliferaram em grande quantidade e estão se dispersando por toda a região”, observa ele ao destacar, que são aquelas espécies que são atraídas pela luz, acabam entrando nas residências e incomodando ou assustando os moradores.
Hickel relata que este ano, uma das espécies mais comuns é o escaravelho amarelo, que é muito atraído pela luz durante o escurecer e à noite. É um besouro de pernas espinhentas, porém, inofensivo. Não morde, não tem veneno e não faz nenhum mal às pessoas. Também não transmite doenças, pois ele se cria nas áreas de campos e lavouras. “O escaravelho amarelo ocorre todos os anos, porém, geralmente em baixa população.
Ou seja, eles não vieram de fora, apenas tiveram neste ano condições muito favoráveis para a procriação”, explica o entomologista ao afirmar, que estas condições não se têm como saber ao certo, mas pode-se supor que alguns eventos climático-ambientais cíclicos favoreceram.

Clima favorece
os besouros


“Assim, podemos supor que as condições de inverno seco (que não são frequentes) favoreceram os besouros. Muito provavelmente por uma menor mortalidade das suas larvas, que vivem no solo e são atacadas por fungos, quando o inverno é mais chuvoso. As condições de seca no inverno podem também ter desfavorecido alguns predadores naturais dos besouros, principalmente as rãs e sapos”, relata ele.
O pesquisador observa ainda, que os escaravelhos, de uma maneira geral, são de vida curta. Poucos deles se alimentam depois de se transformarem em besouros adultos. Assim, estes surtos de besouros duram poucas semanas e é bem provável que em novembro não incomodem mais.
“Além da vida curta, outro fator que contribui para uma rápida remoção dos indivíduos do ambiente é a “mudança de cardápio” dos predadores, especialmente das aves. Quando um alimento passa a ser abundante, neste caso o escaravelho amarelo, muitas aves logo “aprendem” que este alimento está fartamente disponível e passam a consumí-lo em maior quantidade”, ressalta Hickel ao afirmar que assim, de uma maneira geral, não há com o que se preocupar com estes besouros.
“O inconveniente de eles entrarem nas residências pode ser resolvido com o fechamento das janelas durante à noite ou então, com a colocação de telas mosquiteiro nas janelas. Não deixar luzes externas acesas, como em garagens, varandas e pátios também ajuda. Eles são componentes da fauna local e a proliferação em grande quantidade deste ano, provavelmente resultará numa maior população de aves, sapos, rãs e outros predadores destes besouros no ano que vem”, conclui o entomologista.
 

Últimas Notícias

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

error: Conteúdo protegido de cópia.