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Instituto Ressoar deve explicações sobre casas abandonadas

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Instituto Ressoar deve explicações sobre casas abandonadas
Famílias timboenses contratam advogado para buscar seus direitos junto ao Ministério Público …

Clarice Graupe Daronco / JMV

TIMBÓ – Após um período sem novidades a redação do JMV foi informada de que as quatro famílias timboenses que receberam casas doadas pelo Instituto Ressoar, por conta da tragédia das chuvas de 2008 constituíram um advogado para auxiliar na regularização de seus contratos e obtenção do título de propriedade definitiva de seus imóveis.
A informação partiu das famílias através do advogado constituído, Fábio Alexandre Neitzke, que em entrevista à redação do JMV, relatou que além da obtenção do título de propriedade as famílias também querem saber se a imagem delas acabaram sendo usadas de forma indevida pelo Ressoar, para justificar os recursos arrecadados por meio de doações e que deveriam ter sido integralmente aplicados em favor dos desabrigados pela enchente e pelos deslizamentos de terra.
O advogado Neitzke explica que está reunindo a documentação para comprovar que as famílias já possuem direito a receber a escritura definitiva de cada um dos lotes.
“O Instituto Ressoar tem a obrigação moral de prestar contas dos mais de R$ 10 milhões recebidos como doação para auxiliar os desabrigados em todo o Estado de Santa Catarina”, ressalta o advogado ao informar que após reunir a documentação pretende acionar a Prefeitura de Timbó, a Companhia de Habitação do Estado de Santa Catarina (Cohab SC) e o Ministério Público com o objetivo de obter melhorias para as famílias, que são de baixa renda e que foram praticamente abandonadas no local, sem receber qualquer assistência por parte do Instituto Ressoar e nem do Poder Público.
Neitzke disse estranhar que o Ressoar informe em seu site que foram construídas 12 casas em Timbó, quando, na verdade, foram feitas apenas oito, sendo que, destas, somente quatro foram efetivamente entregues às famílias desabrigadas. “Além, disso, a Prefeitura de Timbó e a Cohab SC precisam explicar o motivo pelo qual o plano de construção das 12 casas não foi totalmente executado, bem como qual a destinação das verbas recebidas e do total efetivamente investido”, explica o advogado ao afirmar que existe uma conta que não fecha. “O próprio Instituto Ressoar informa que cada casa tinha um custo médio de R$ 15 mil; mas que destinou quase R$ 400 mil para Timbó; quantia que seria suficiente para mais de 20 unidades. É uma conta que não fecha e que por isso merece ser estudada”, observa ele ao destacar que as únicas quatro casas que foram efetivamente entregues são de madeira, construídas com kits pré-fabricados, medindo 36 metros quadrados e que foram entregues no chão, sem piso. “O lote de terreno foi dividido em quatro partes, com uma servidão de passagem, sendo que não possui drenagem adequada e, quando chove, as casas ficam ilhadas, pois o terreno é mais baixo que o nível da Rua Silésia”, comenta ele.
O advogado finaliza dizendo: “Prometeram que seriam 12 casas, mas fizeram apenas oito. Dessas, só entregaram quatro e deixaram outras quatro unidades apodrecendo, inacabadas e sem uso, no meio do mato. Isso é desperdício de recursos que foram obtidos com as doações de brasileiros de todos os estados que ficaram comovidos com a tragédia catarinense. Precisamos saber o que levou a essa situação e quem são os responsáveis por tamanho desmando com dinheiro público”.

 

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