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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Janeiro Verde: CEPON alerta para a importância da vacinação contra o HPV na prevenção do câncer do colo do útero

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O câncer do colo do útero segue como um importante desafio de saúde pública no Brasil. Por isso, a prevenção e a conscientização continuam sendo fundamentais. Durante a campanha Janeiro Verde, o Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPON) reforça a importância da vacinação contra o HPV como a principal estratégia para reduzir a incidência da doença. Atualmente, esse tipo de câncer está entre os mais comuns entre as mulheres brasileiras.

As informações foram repassadas pela Assessoria de Comunicação do CEPON, unidade do Governo do Estado de Santa Catarina, gerida pela FAHECE e referência no atendimento oncológico público.

Câncer do colo do útero tem alta incidência entre mulheres

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer do colo do útero é o terceiro mais incidente entre as mulheres, excluídos os tumores de pele não melanoma. Em Santa Catarina, o impacto também é significativo. Somente em 2025, o CEPON realizou 1.758 atendimentos a pacientes diagnosticadas com a doença. Esse número reforça, portanto, a necessidade de investimentos contínuos em prevenção.

De acordo com o diretor-geral do CEPON, Dr. Alvin Laemmel, grande parte dos casos pode ser evitada. “A vacinação contra o HPV representa um dos maiores avanços da saúde pública. Ao incentivar a imunização, especialmente entre crianças e adolescentes, protegemos vidas e investimos no futuro”, destaca.

HPV é a principal causa da doença

A principal causa do câncer do colo do útero é a infecção persistente por tipos oncogênicos do papilomavírus humano (HPV). Na maioria das situações, o próprio organismo elimina o vírus. No entanto, quando a infecção se torna crônica, pode evoluir para lesões precursoras e, posteriormente, para o câncer.

Além disso, alguns fatores aumentam o risco da doença. Entre eles estão o tabagismo, a imunossupressão, a presença de múltiplos parceiros sexuais, a ausência do uso de preservativos e determinadas comorbidades.

Vacinação é a forma mais eficaz de prevenção

A gerente técnica do CEPON, Dra. Mary Anne Taves, reforça que a vacinação é a forma mais eficaz de prevenção. “A vacina contra o HPV, disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde, previne a infecção pelo vírus e, consequentemente, os cânceres associados”, afirma.

Nos estágios iniciais, o câncer do colo do útero pode não apresentar sintomas. Dessa forma, o diagnóstico precoce se torna mais difícil. Com a progressão da doença, porém, podem surgir sinais como sangramento vaginal anormal, especialmente após relações sexuais, corrimento com odor desagradável e dor no baixo ventre.

Exame preventivo e vacinação salvam vidas

Além da vacinação, outras medidas são essenciais para a prevenção. Entre elas estão o uso de preservativos e a realização periódica do exame Papanicolau. Esse exame permite identificar alterações celulares antes que se tornem malignas. Assim, as chances de tratamento precoce e cura aumentam significativamente.

A vacina contra o HPV é ofertada gratuitamente pelo SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Além disso, pessoas com condições clínicas especiais — como pacientes oncológicos, transplantados, imunossuprimidos e pessoas vivendo com HIV/Aids — podem receber o imunizante até os 45 anos.

Por fim, ao reforçar a campanha Janeiro Verde, o CEPON destaca que prevenir é salvar vidas. O acesso à informação, à vacinação e ao diagnóstico precoce é essencial para reduzir a incidência e a mortalidade por câncer do colo do útero.

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