Na rotina dinâmica da redação do Jornal do Médio Vale (JMV), onde diariamente histórias ganham forma e voz, a visita de um grupo de jovens trouxe mais do que informação — trouxe esperança. Entre sorrisos tímidos e palavras cheias de propósito, o conselheiro Marco Fernando Dalpiaz e as integrantes do Interact Club de Timbó — Emily Schramm, Maria Xavier Conti, Beatriz Amanda da Rocha, Beatriz Busarello Mayer e Maria Eduarda Lenzi — compartilharam não apenas dados, mas sentimentos que revelam o verdadeiro sentido de fazer a diferença.
Fundado em 15 de agosto de 1999, o Interact Club de Timbó nasceu com um ideal simples e, ao mesmo tempo, poderoso: unir jovens dispostos a transformar a comunidade por meio de ações sociais e do desenvolvimento pessoal. Hoje, com oito integrantes ativos, o clube segue firme em sua missão, provando que não é o número que define o impacto, mas a intensidade do propósito.
Todas as terças-feiras, às 14h, na escola CETISA, no coração da cidade, esses jovens se reúnem para planejar, sonhar e colocar em prática projetos que carregam empatia e solidariedade. Ali, entre conversas, ideias e risadas, nascem iniciativas que ultrapassam os muros da escola e alcançam a comunidade.
Entre as ações que marcam a trajetória do grupo está o projeto “Abraço Grátis”, realizado em mercados da cidade. Mais do que um gesto simbólico, a iniciativa se transforma em uma ponte silenciosa entre pessoas, despertando sorrisos, acolhimento e, muitas vezes, incentivando doações de alimentos para quem mais precisa. No último ano, o Natal Solidário também levou carinho e apoio a famílias da região, reforçando o espírito comunitário que guia o clube.
Para 2026, os planos seguem pulsando. A continuidade do “Abraço Grátis”, um projeto voltado a um orfanato e a organização de uma ação especial para o Dia do Idoso, em outubro, demonstram que o olhar do grupo está atento às diferentes fases da vida — da infância à terceira idade. Há ainda ideias que se reinventam conforme o tempo, como ações para a Páscoa, sempre com o mesmo objetivo: fazer o bem.
Mas talvez o maior impacto do Interact não esteja apenas nas ações realizadas, e sim nas transformações silenciosas que acontecem dentro de cada integrante. Participar do clube é aprender a liderar, a comunicar, a trabalhar em equipe e, principalmente, a olhar o outro com mais sensibilidade. “Saber que, mesmo que seja algo pequeno, estamos fazendo a diferença na vida de alguém, é o que nos motiva”, resumiu uma das jovens, traduzindo em poucas palavras um sentimento que ecoa em todos.
O Interact é, antes de tudo, um espaço de construção — de caráter, de valores e de futuro. Um convite aberto aos jovens de Timbó, entre 12 e 18 anos, que desejam sair do lugar comum e assumir o protagonismo de suas próprias histórias. Não é preciso convite formal, apenas vontade. Basta chegar, participar e permitir-se fazer parte.
Ao final da conversa, ficou uma certeza que ultrapassa qualquer pauta: em tempos em que o mundo parece exigir grandes gestos, são as pequenas atitudes, feitas com verdade, que continuam transformando realidades.
E talvez seja justamente aí que mora a força do Interact — na simplicidade de um abraço, na generosidade de um gesto e na coragem de jovens que decidiram, juntos, fazer a diferença.





