Lideranças de Timbó participam de reunião que debate novas regras do ICMS
TIMBÓ ? O presidente, Mário Fávero e o diretor executivo, da Acimvi, Humberto Klitzke, juntamente …
CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

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TIMBÓ – O presidente, Mário Fávero e o diretor executivo, da Acimvi, Humberto Klitzke, juntamente com mais 10 lideranças timboenses, estiveram presentes na reunião, que reuniu mais de 600 pessoas, na tarde do dia 20 de fevereiro, no Auditório Antonieta de Barros, da Assembleia Legislativa para acompanhar a reunião da Frente Parlamentar em Defesa do Comércio Varejista. De acordo com informações dos representantes da Acimvi, em sua maioria, microempresários vindos de todas as regiões do Estado, participaram do debate sobre as novas regras do ICMS no Estado.
O objetivo do evento, que contou com a participação de deputados estaduais, representantes da Secretaria da Fazenda e presidentes de entidades empresariais, foi o de buscar um entendimento com o Governo do Estado sobre os possíveis efeitos negativos na economia catarinense decorrentes do Decreto 1.357/2013, que eleva a carga tributária, principalmente das pequenas empresas optantes pelo regime do Simples Nacional.
Fávero relatou que o clima da reunião era de revolta entre os pequenos empresários, pois é preciso acordar para a situação que atingirá à todos. “Acredita-se que a cobrança da alíquota irá quebrar algumas empresas, pois a sua aplicação é inviável”, relatou o presidente da Acimvi.
Klizke contou que os deputados, os cerca de 24 presentes na reunião, afirmaram em sua maioria que o parlamento está cumprindo sua missão de provocar este debate, sendo que todos esperavam que o resultado fosse um entendimento bom para o governo, melhor ainda para os microempresários e também bom para a indústria de Santa Catarina.
Na reunião os dirigentes das Federações, tanto dos lojistas como das indústrias solicitaram que o decreto seja revogado, pois atinge o microempresário com aumento direto de impostos. Para os dirigentes, todos vão perder. Haverá aumento nos impostos, nos preços e a consequentemente queda nas vendas. Os manifestantes empunharam faixas com palavras de ordem contra a medida do governo, como “o que é mais importante, mais impostos ou mais empregos?”.
Em nota o presidente da Federação das Associações Comerciais de Santa Catarina (Facisc), Alaor Tissot disse que esse decreto tira a competitividade das empresas, principalmente as optantes pelo Simples. E também não vai resolver o problema das grandes. “Queremos a redução e não o aumento de impostos”, reagiu ele aos afirmar que a medida é preocupante neste momento em que a economia está frágil e também critica a forma como a decisão do governo foi tomada, sem discussão com a classe empresarial.
Perdas
Com a nova regra, as empresas de micro e pequeno porte optantes do simples são obrigadas a recolher a diferença das alíquotas do ICS do Estado de origem do produto no momento da compra de mercadorias. A Federação das Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Fampesc) está na expectativa das negociações com o Governo do Estado.
“Foi marcada uma nova reunião, para o dia 26 de fevereiro, com os integrantes da Frente Parlamentar, o secretário de Estado da Fazenda, Antônio Galvazoni e demais lideranças”, adiantou Fávero.




