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Manifestantes levam reivindicações à Câmara de Vereadores

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Manifestantes levam reivindicações à Câmara de Vereadores
Legislativo recebeu os integrantes das manifestações e deu espaço na Tribuna para que destacassem …

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

Foto: TAISE HEBERLE DE LIMA/JMV

 CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

 
TIMBÓ – Os protestos contra a corrupção, obras superfaturadas e principalmente mais investimentos em Saúde e Educação saíram das ruas e foram direcionados ao poder Legislativo e na semana que vem para o Ministério Público. Os vereadores de Timbó receberam os integrantes das manifestações na tarde de terça-feira, dia 2 de julho, onde após um pequeno ato na frente do prédio da Câmara Municipal foram convidados a participar da reunião do Legislativo.   
Segundo informações do presidente do Legislativo, o vereador Rubens Borchardt, observa que o protesto foi tranquilo, não houve problemas com a circulação de veículos e pessoas, em razão de ser um horário onde a maioria dos funcionários estão saindo do trabalho. “O grupo de manifestantes foram pacíficos, não fecharam a rua, apenas estão fazendo um ato que lhes é de direito: reivindicar ações de fiscalização dos gastos públicos”, destacou o presidente.
De acordo com um dos organizadores das manifestações, o professor de História, Marcos Andre, o objetivo do protesto não era de fechar rua, mas sim, reunir um grupo de pessoas para cobrar dos verea-dores algumas situações, o mesmo será feito com o Ministério Público, na próxima semana. “Na oportunidade, foi realizada a entrega de nossas reivindicações as mesmas que serão entregues ao Ministério Público”, adianta Marcos Andre.
Os manifestantes foram convidados a participar da sessão da Câmara de Vereadores, no dia, e no final da reunião, foi dado espaço para que Marcos Andre, representando o grupo de manifestantes presentes, fizesse uso da Tribuna. Na oportunidade, o professor de História com documentos em mãos solicitou que os nobres vereadores realizassem uma investigação para conferir a atual situação do Cine Teatro Municipal e também em relação aos gastos e recursos já investidos na obra, além de pedir que tudo que eles tiverem de informação seja publicado, além de cobrar um prazo para o término da obra ainda neste ano.
Outra reivindicação dos manifestantes refere-se ao Transporte Público: exigir a redução do preço da passagem e tarifa zero para os estudantes, além de cobrar a colocação de linhas de ônibus nas ruas dos colégios estaduais e municipais nos horários de aula. Também reivindicaram que os ônibus passem pelas principais vias dos bairros, facilitando a vida dos estudantes e acabando com o comércio de transporte privado que chega a custar R$ 6,00 por dia para os estudantes; melhorar os ônibus intermunicipais – principalmente finais de semana, cobrando deles a busca pela redução de tarifas e melhoramento dos serviços para as cidades próximas, como uma forma de melhorar o turismo e a circulação de pessoas. 
O Anel Viário também foi tema de reivindicação. Os manifestantes estão solicitando a realização de uma investigação sobre os gastos do Anel Viário e que a mesma seja uma obra totalmente transparente. 
Ainda na pauta das reivindicações estavam as denúncias de pagamento de horas extras na Prefeitura, onde foi solicitado que os vereadores exerçam o papel de fiscalização que o cargo lhes confere e buscam estar a par da situação e que a mesma seja pública; foi solicitado que seja feito ainda um levantamento no número de cargos de confiança da Prefeitura e salários, além da abertura de investigação sobre as notas que podem ser acessadas no Portal da Transparência do Município, que estão em nome de funcionários, com valores fora da folha de pagamento. 
“Estamos apenas solicitando que os vereadores deixem de lado suas bandeiras partidárias e passem a agir a favor dos cidadãos timboenses e lhes passem todas as informações necessárias para que seja feita uma investigação detalhada sobre os assuntos reivindicados. Não temos bandeiras, a nossa bandeira é o bem de todos os cidadãos, independente do partido político, da cor, da classe social ou da religião”, afirmou Marcos Andre.
O próximo passo dos integrantes do Movimento Acorda Timbó é o de levar os documentos e reivindicações ao Ministério Público e também tentar articular a greve geral que está marcada para o dia 11 de julho. “Estamos articulando a realização da greve em Timbó, juntamente com a adesão de vários sindicatos que estão planejando a realização da mesma no Estado”, adianta Marcos Andre.
 

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