Meio Ambiente fecha empresa que poluí e mata peixes
Para voltar a funcionar, empresa terá que apresentar projeto para tratar a água que é direcionada …
CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

TIMBÓ – Na semana passada, a Rádio Cultura de Timbó, através da jornalista Lara Ferreira, recebeu diversas fotos e denúncias de moradores sobre a situação em que o Ribeirão da Mulde se encontrava. Segundo relatos dos moradores, uma empresa de plásticos estava jogando a água, após lavar os materiais, direto no ribeirão causando a morte de peixes e outros animais que vivem nas proximidades do mesmo.
Lara conta que foi, no dia 6 de agosto, verificar a situação. “Lamentável as informações que me foram passadas, pois, novamente, o Ribeirão da Mulde está sendo poluído e por essa razão fui em loco verificar o problema, também conversei com os técnicos do Departamento do Meio Ambiente, com a coordenadora, Sandra Regina Batista e estive na empresa tentando conversar com um dos proprietários da mesma e na oportunidade conversei com o dono, expliquei a situação e a gravidade do que estava acontecendo, relatei que peixes continuam morrendo, e moradores, que necessitam da água, estão sendo muito prejudicados”, relata a jornalista da Rádio Cultura.
Lara destaca ainda que a Polícia Ambiental e os profissionais do Meio Ambiente da Prefeitura comandados pela coordenadora, Sandra, atenderam de imediato as denúncias, tanto da Rádio como do pessoal do Facebook. “Os profissionais foram à localidade da Mulde, que por sinal é um dos lugares mais visitados de Timbó, já que é passagem para o Morro Azul, onde tomaram as providências cabíveis contra os que estavam poluindo o Ribeirão, causando a mortandade de peixes e, porque não dizer, denegrindo nossa imagem de povo respeitador da natureza”, conta a jornalista.
Na tarde de ontem, a redação do JMV entrou em contato, também, com a coordenadora do Meio Ambiente, Sandra Regina Batista, que afirmou que a empresa foi fechada na manhã de sexta-feira, dia 8 de agosto, pela Policia Ambiental e para voltar a funcionar, terão que apresentar um projeto de como irão tratar a água após ser utilizada para a lavagem dos materiais. “A empresa trabalha com plásticos e realiza a lavagem e tritura esses materiais que são recolhidos, na sua grande maioria com resíduos de alimentos, que não são tóxicos mas contem uma grande carga de matéria orgânica que é lançada ao Ribeirão, que tem um córrego pequeno, e com pouca chuva, tira o oxigênio da água, causando a morte dos peixes”, explica Sandra ao informar que o Meio Ambiente já tinha ido diversas vezes na empresa solicitar que a mesma se adequasse e não poluísse o Ribeirão da Mulde.
Segundo Sandra, agora, com o apoio da Polícia Ambiental, foi lacrada a saída da água da empresa para o Ribeirão e também fechada a empresa, que já estava sem a licença ambiental. “Tentamos várias vezes conversar com os sócios da empresa para evitar o fechamento da mesma e também nos oferecemos para, em conjunto, ver o que poderia ser feito para não prejudicar o meio ambiente, mas não tivemos êxito”, destaca a coordenadora ao salientar que existe uma preocupação com os dois lados, tanto o social que envolvem os funcionários da empresa como o meio ambiente que precisa ser preservado e cuidado.
Sandra informa que a empresa deveria ter vindo até o Departamento do Meio Ambiente, no dia de ontem, mas até o horário da entrevista, 14h, ninguém tinha procurado a coordenadora. “Eles precisam nos procurar para aprovarmos o projeto e também lhes liberar a licença ambiental, mas se eles não regularizarem a situação, a empresa ficará fechada, sem funcionamento”, adianta ela ao afirmar que a questão do meio ambiente precisa de atenção. “Demos o tempo necessário para a empresa se adequar, mas como houve diversas alterações no comando da mesma, a situação chegou ao limite e foi necessária a ação da Polícia Ambiental para que eles entendessem o que estávamos falando”, comenta ela ao destacar que é preciso que a comunidade ajude a fiscalizar.





