Municípios catarinenses estão entre os primeiros
Critérios de avaliação do IDHM incluem dados sobre Renda, Longevidade e Educação …
CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV
TIMBÓ – Nesta semana foi apresentado em Brasília, o novo Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o Ipea e a Fundação João Pinheiro (FJP). Elaborado com base nos censos de 1991, 2000 e 2010, o novo Atlas 2013 apresenta o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de todos os 5.565 municípios brasileiros e mais de 180 indicadores de População, Educação, Habitação, Saúde, Trabalho, Renda e Vulnerabilidade.
Segundo o levantamento, cerca de 74% dos municípios brasileiros se encontram nas faixas de Médio e Alto Desenvolvimento. O restante, 25%, está entre aqueles que apresentaram Baixo ou Muito Baixo Desenvolvimento Humano, um total de 1.431.
Dos 5.565 municípios brasileiros, 2.356, ou 42,3% deles, possuem o IDHM Longevidade superior ao observado para o país (0,816). Dentre eles, Blumenau, Brusque, Balneário Camboriú e Rio do Sul são os municípios brasileiros com a maior expectativa de vida (0,894) do país, que corresponde a 78,6 anos de esperança de vida ao nascer. O indicador mais Baixo (0,672) foi registrado em Cacimbas (PB) e Roteiro (AL), o que corresponde a 65,3 anos de esperança de vida ao nascer.
Estado é o terceiro
no ranking nacional
Santa Catarina aparece em terceiro lugar no ranking nacional do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), uma versão local do IDH, o índice social sintético usado pela ONU para avaliar o grau de desenvolvimento humano em países. Com o indicador em 0.774, em uma escala que vai de 0 a 1, Santa Catarina ficou atrás apenas do Distrito Federal (0.824) e de São Paulo (0.783).
O IDH usa três critérios centrais (Longevidade, Renda e Educação) para calcular o índice. Na avaliação por área, Santa Catarina também aparece entre os melhores colocados. No IDHM Longevidade, os catarinenses aparecem em segundo lugar (com o índice 0,860, classificado como “Muito Alto”). No IDHM Educação, em terceiro lugar (0.697), e no IDHM Renda, em quarto lugar (0.773).
Na classificação por municípios, Santa Catarina é novamente destaque. No ranking nacional do IDHM geral, Florianópolis aparece em terceiro lugar, com o índice de 0.847, atrás apenas das cidades paulistas de São Caetano do Sul (0.862) e Águas de São Pedro (0.854). Ou seja, entre as capitais, Florianópolis é a melhor posicionada.
Entre as 50 cidades brasileiras com os maiores índices, 11 são catarinenses. Entre as 100 primeiras colocadas, o número sobe para 23 cidades, quase um quarto do total. No IDHM geral, todos os municípios de Santa Catarina estão classificados com índices entre Médio (0.600 até 0.699), Alto (0.700 até 0.799) e Muito Alto (0.800 até 1.000). Nenhum município do Estado está com classificação Baixo (0.500 até 0.599) ou Muito Baixo (0.000 até 0.499).
Critérios
de classificação
Considerando apenas o IDHM Longevidade, que avalia a expectativa de vida, Santa Catarina tem 23 cidades entre as 50 melhores colocadas, uma participação de quase 50%. Quatro cidades do Estado estão empatadas no primeiro lugar nacional, com índice de 0.894: Balneário Camboriú, Brusque, Blumenau e Rio do Sul.
No IDHM Renda, nove cidades catarinenses entre as 50 melhores classificadas: Florianópolis (5º lugar, com índice de 0.870), Balneário Camboriú (10º, com 0.854), Rio Fortuna (13º, com 0.848), Treze Tílias (21º, com 0.838), Joaçaba (31º, com 0.823), Presidente Castello Branco (36º, com 0.813), Blumenau (37º, com 0.812), Timbó (41º, com 0.807) e Seara (48º, com 0.804).
E no IDHM Educação, são seis catarinenses entre as 50 melhores: Florianópolis (5º lugar, com índice de 0.800), Balneário Camboriú (6º, como 0.789), Joaçaba (15º, com 0.771), Concórdia (35º, com 0.756), Jaraguá do Sul (36º, com 0.755) e São José (42º, com 0.752).
O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013 é uma pesquisa da ONU feita com a ajuda do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), subordinado à Presidência da República; e da Fundação João Pinheiro, do Governo de Minas Gerais. Os dados foram calculados usando os censos de 1991, 2000 e 2010 nos 5.565 municípios brasileiros.





