Há sons que não apenas se ouvem — sentem-se. E, quando ecoam dentro de um hospital, tornam-se mais do que música: transformam-se em cuidado. Foi assim na manhã do dia 1º de abril, quando os corredores do Hospital e Maternidade Oase ganharam um ritmo diferente — mais leve, mais humano e cheio de esperança.
O momento foi conduzido pelo professor de técnica vocal da Fundação de Cultura de Timbó, João Neumann Jr., acompanhado de suas alunas. Entre atendimentos e a rotina intensa do hospital, a música criou uma pausa sensível. Aos poucos, os acordes foram suavizando olhares, acalmando corações e despertando sorrisos.
A ação faz parte do Projeto EnCantar, desenvolvido pelo Hospital e Maternidade Oase, por meio do Grupo de Trabalho de Humanização (GTH), em parceria com a Fundação de Cultura e Turismo de Timbó. A proposta é clara: aproximar o cuidado técnico do acolhimento, usando a música como ponte entre a ciência e o afeto.
Do refeitório aos demais setores, o repertório — que incluiu MPB e canções com temática pascal — percorreu diferentes espaços, levando leveza e conforto a pacientes, familiares e colaboradores.
Ao final, João Neumann Jr. resumiu a experiência. “Cantar pelos corredores do hospital faz a gente sentir o quanto a vida é maravilhosa. É uma alegria imensa poder levar esperança, carinho e alegria. Cada olhar e cada sorriso nos fazem querer ainda mais bem, especialmente aos pacientes. Semear o amor é transformar dor em esperança”, destacou.
No Hospital Oase, a humanização é vivida no dia a dia. Está nos gestos, nos encontros e nas atitudes que colocam a vida no centro de tudo. Nesse contexto, a música se torna uma aliada importante — simples, mas profundamente transformadora, capaz de alcançar onde as palavras não chegam.
A cada acorde, uma mensagem silenciosa se fez presente: ninguém está sozinho. Há esperança mesmo nos momentos difíceis.
Com 88 anos de história, o Hospital e Maternidade Oase reafirma seu compromisso com o cuidado integral. Porque, no compasso da vida, a humanização é a melodia que sustenta cada história. E, no Oase, essa música continua tocando.



