Objetivo para 2016: transplante de medula óssea
Na luta contra leucemia, Lindomar Purin Neto encontra dois possíveis doadores …

FOTO/ARQUIVO PESSOAL
TIMBÓ – As férias de 2015/2016 estão sendo muito boas para a família Purin. Apesar de desde 2012 não programarem nenhuma viagem ou longos passeios, devido aos cuidados necessários que precisam ter com o menino Lindomar Purin Neto – que atualmente luta pela segunda vez contra a leucemia -, os pais Roberto e Rúbia explicam que esse verão está sendo ótimo, pois receberam a notícia de que há dois possíveis doadores de medula óssea no banco de dados e, assim, Lindomar poderá realizar o transplante que tanto necessita.
Ao ser questionado sobre as expectativas para este ano, os pais contam que agora o objetivo é entrar em contato com os possíveis doadores, localizá-los e verificar se ainda estão em condições para realizar a doação. Assim que se tiver a confirmação, será marcada a data para o transplante, que deverá ocorrer em dois meses.
“Isso nos deixa incrivelmente esperançosos e temerosos, pois sabemos o que pode vir a acontecer no período pós-transplante, mas estamos firmes e confiantes. Este ano promete muitas emoções fortes, que sejam de alegrias e lágrimas de felicidade”, diz Roberto.
Os pais ainda comentam que Lindomar está bem, teve alta hospitalar dia 23 de dezembro, após passar dias internado devido a complicações (febre e pneumonia) em decorrência da quimioterapia que deixou seu sistema imunológico fragilizado, dando chance para bactérias se instalarem em seu corpo, sem que pudesse se defender desses ataques.
O menino terminou as sessões de quimioterapia em dezembro do ano passado e hoje faz tratamento de manutenção, tomando diariamente antibióticos e remédios homeopáticos para reforçar seu sistema imunológico. Além disso, faz quimioterapia oral para evitar que as células cancerígenas se repliquem. “Tem dias na semana que ele chega a tomar 11 comprimidos, o que o deixa indisposto e nauseado, prejudicando um pouco sua alimentação”, explicam os pais.
Apesar das dificuldades, Lindomar vem se recuperando bem do término da parte mais sofrida e desgastante do tratamento, com melhoras significativas. Agora já pode até tomar banho de piscina, mas somente em casa, pois não pode ser uma piscina pública, frequentada por muitas pessoas. Banho de mar, por exemplo, está descartado, pois certamente causaria infecções.
O menino também não pode se expor ao sol, pois poderá sofrer terríveis queimaduras na pele e precisa ter uma alimentação estritamente verificada para que nenhuma bactéria venha a se infiltrar em seu corpo.
“Não podemos programar viagens ou passear em locais mais distantes e temos que ter muito cuidado para que Lindomar não tenha infecções, mas isso não nos afeta, pois o que mais nos importa é estarmos unidos como família, seja passeando, no hospital ou em casa”, dizem Roberto e Rúbia.
Doações
Devido a seu tratamento e possível transplante de medula óssea, Lindomar e seus pais terão que morar em Curitiba, no Paraná, por cerca de quatro meses. Sendo assim, a família busca ajuda para obter recursos para custear a estadia. Quem puder colaborar, qualquer valor será aceito: Banco do Brasil, Agência 0629-7, c/c 444-8, titular Lindomar Purin Neto.
Para saber mais sobre a história de Lindomar, como ser um doador e obter informações sobre a doença e doações, acesse o site www.ajudarelindo.org.




