segunda-feira, 2 de março de 2026
20.3 C
Timbó
segunda-feira, 2 de março de 2026

Operação Tapete Negro investiga Prefeitura de Blumenau

Data:

Operação Tapete Negro investiga Prefeitura de Blumenau
Administração do prefeito João Paulo K. Kleinübing encaminha nota oficial a imprensa sobre os ma …

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

Foto: Divulgação

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV
[email protected]

BLUMENAU – O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) iniciou na manhã de ontem, dia 17 de novembro, uma ação para cumprir 37 mandados de busca e apreensão, em diferentes órgãos públicos municipais, empresas e residências de Blumenau. A operação, denominada de Tapete Negro conta com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de Itajaí e envolve equipes de Florianópolis, Joinville, Criciúma, Lages e Chapecó. Segundo informações divulgadas nos meios de comunicação estadual e nacional, pela Polícia Militar, a ação iniciou por volta das 8h30 min.
As informações repassadas pelo promotor Alexandre Graziotin dizem que o objetivo do trabalho é angariar provas para um processo que apura irregularidades no setor público em Blumenau. De acordo com Graziotin, a investigação iniciou em 2006, pelo promotor da 14º Promotoria de Justiça de Blumenau, Gustavo Mereles Ruiz Dias, que atua na Defesa da Moralidade Administrativa em Blumenau e, se arrastou sendo que nos últimos meses, o Gaeco assumiu e conseguiu reunir elementos para solicitar os mandados de busca e apreensão, onde foi realizada uma força-tarefa formada pelo MPSC, Polícias Civil e Militar, Secretaria de Estado da Fazenda e Polícia Rodoviária Federal. Um dos principais focos da investigação é a subcontratação de empresas por outras que venceram licitações para pavimentação de ruas na cidade de Blumenau. Por este motivo, a operação foi batizada de Tapete Negro.
As investigações estão sendo coordenadas pela Procuradoria-Geral de Justiça, por envolver suspeitos com foro privilegiado. São apurados crimes contra a administração pública, fraudes em licitações, desvio de verbas públicas, formação de quadrilha, entre outros. De acordo com a assessoria de Comunicação do MPSC, cerca de 30 pessoas são investigadas. Entre elas, estão funcionários públicos, empresários e empresas prestadoras de serviços de obras e engenharia.
No final da tarde de ontem a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Blumenau enviou uma nota oficial sobre a Operação Tapete Negro: diante dos acontecimentos registrados nesta segunda-feira, dia 17, a Prefeitura de Blumenau esclarece que foi surpreendida pela força policial desproporcional nesta manhã ao receber mandados de busca e apreensão de documentos nas secretarias de Obras e Serviços Urbanos, Diretoria de Compras e Companhia Urbanizadora de Blumenau (URB), pois não há informação concreta do que a investigação do Ministério Público procura.
Esclarece, ainda, que todos os documentos que são requisitados pelo Ministério Público, o que é rotina, sempre foram, são e serão encaminhados. Portanto, assim como vem fazendo todos esses anos, a Prefeitura continuará cumprindo seu papel, colaborando nos processos de investigação, muito embora, a ação de hoje não fosse de conhecimento da Prefeitura até o momento.
Vale destacar, também, que a Prefeitura sempre prezou pela boa conduta de seus servidores e que qualquer ato não condizente com a ética e a legalidade são repudiados e serão investigados, caso venha a ser confirmada a sua prática, já que no momento, há apenas uma investigação em trâmite, não existindo processo judicial.

Operação não
prenderá apenas
visa reunir provas
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Crimimais (Gaeco) apreendeu na tarde de ontem documentos, arquivos, pastas e materiais de informática nas secretarias municipais de Serviços Urbanos, Obras e na Companhia Urbanizadora de Blumenau (URB).
Segundo os envolvidos na Operação os materiais ajudarão nas investigações das denúncias de crimes contra a administração pública, fraude em licitações, desvio de verbas públicas e formação de quadrilha nos órgãos públicos, empresas e servidores municipais. O objetivo do Ministério Público é o de reunir os materiais, catalogar, para fazer uma análise minuciosa e identificar evidências que possam confrontar com as informações obtidas com os envolvidos e com a investigação.
A quantidade de material recolhido não foi informada, porque as ações devem prosseguir ainda no dia de hoje. No total, são 37 mandados de busca e apreensão emitidos pelo Tribunal de Justiça. Ninguém será preso nesta operação, porque o objetivo é reunir provas que confirmem as denúncias. Também não revelou os nomes dos envolvidos nem detalhes das investigações, que estão sendo feitas agora pela Procuradoria-Geral do Ministério Público, em Florianópolis. Informações preliminares de que estariam envolvidos também três vereadores eleitos, dois suplentes e secretários municipais não foram confirmadas pelas autoridades responsáveis pelas investigações.
 

Últimas Notícias

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

error: Conteúdo protegido de cópia.