Outubro é o mês para se falar de câncer de mama
O médico radiologista Lucas Mendes explica sobre os exames, prevenção e riscos …
BRUNA LALINE RAMOS/ESTAGIÁRIA/JMV

BRUNA LALINE RAMOS/ESTAGIÁRIA/JMV
TIMBÓ – Outubro chegou e sua primeira semana já está no fim. Quando entramos neste mês, a primeira cor que aparece em nossas mentes é a cor-de-rosa, devido ao “Outubro Rosa”, comemorado, especialmente, pela Rede Feminina de Combate ao Câncer.
Este é um movimento mundialmente conhecido pela luta contra o câncer de mama, que destaca a importância da mobilização social e conscientização da doença, além de informar que mais de 90% dos casos têm cura, se for diagnosticado logo no início e se o tratamento for correto.
Para esclarecer o assunto, o médico radiologista Lucas Mendes explica que há vários fatores que podem aumentar o risco de se ter câncer de mama, entre eles estão: fumar, ingerir bebida alcoólica, ter a primeira menstruação antes dos 12 anos e a última depois dos 50 e ter tido o primeiro filho depois dos 30 anos.
“Toda mulher pode ter câncer de mama, inclusive alguns homens”, destaca Mendes. O fator de risco mais “forte” é uma alteração genética, mas apenas 10% de todos os casos são hereditários. Ele ainda alerta que as chances de se ter câncer de mama aumentam com o passar dos anos, mas pode ocorrer em qualquer idade.
A mamografia anual é recomendada para as mulheres após os 40 anos, mas o médico pode solicitar o exame mais cedo, caso a paciente tenha histórico da doença na família.
“A mamografia é a radiografia das mamas, um exame que utiliza a radiação para revelar possíveis alterações no órgão e que exige a compressão suportável para detecção de nódulos e microcalcificações”, afirma Mendes.
A comparação com exames anteriores também ajuda o médico radiologista a perceber pequenas alterações, por isso, é importante que todas as mamografias sejam guardadas e entregues ao médico a cada novo exame.
Conforme explica Mendes, a mamografia não previne o câncer de mama, entretanto, pode detectá-lo precocemente, antes que cresça e se espalhe. A ultrassonografia mamária é um exame complementar, devendo ser realizada após a mamografia, se houver indicação.
O câncer de mama é o que mais assusta as mulheres, conforme diz o médico radiologista. “Elas podem reduzir o risco de morrer por conta dessa doença realizando a mamografia todos os anos, a partir dos 40, e chamando a atenção do médico para qualquer alteração nas mamas”, afirma.
Mamografia
convencional e digital
Existem hoje dois tipos de mamografia, a convencional e a digital. Ambas utilizam o Raio-X para produzir imagens da mama. A compressão delas é necessária com qualquer um dos métodos. A diferença entre os exames é que na convencional, que vem sendo utilizada há 35 anos, a imagem é criada diretamente no filme, o que representa uma limitação, pois, uma vez obtida, não pode ser alterada.
Já na digital, a imagem da mama é gerada eletronicamente e vai direto para um computador. Além de proporcionar melhor armazenamento, as imagens são dispostas em um monitor e o médico radiologista pode usar recursos de software para melhorar a interpretação, como ajustes de brilho, contraste e ampliação, para avaliar pequenos detalhes.





