Polícia Civil promete greve para segunda-feira
TIMBÓ ? A Polícia Civil Catarinense atua, apenas, com metade do efetivo considerado ideal. …
CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV
CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV
TIMBÓ – A Polícia Civil Catarinense atua, apenas, com metade do efetivo considerado ideal. Somado a isso estão os baixos salários, defasados há mais de 10 anos e considerado um dos piores entre as polícias civis de todo o país. Esses são alguns dos pontos destacados pelos policiais civis do Estado para justificar a decisão da categoria em entrar em greve geral, na próxima segunda-feira, dia 29 de julho. De acordo com informações do presidente do Sindicato da Categoria (Sinpol-SC), Anderson Amorim, nesta semana os policiais civis catarinenses oficializaram junto ao Governo do Estado sobre a greve geral da categoria que vai começar na segunda-feira. “O comunicado se deu com as 72 horas de antecedência previstas em lei após os 15 dias de Indicativo de Greve dado ao Governo, informa o Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina (Sinpol-SC)”, destaca Amorim ao informar que com a greve geral, os policiais civis vão paralisar os serviços das delegacias de polícia, inclusive das unidades especializadas, Detran, Ciretrans e Citrans – unidades que emitem documentos de trânsito, bem como serviços relativos a fiscalização de jogos e diversões – mantendo apenas o atendimento com 30% do efetivo em casos graves conforme à Lei.
O presidente destaca que a decisão veio após o “Enterro Simbólico da Polícia Civil” que aconteceu em Lages, na manhã do dia 23 de julho, evento que reuniu cerca de 500 policiais civis de todo o Estado, inclusive das cidades de Indaial, Timbó, Ascurra e Rio do Sul. “Já amanhã, dia 27, estão marcadas sete Assembleias Regionais simultâneas para formalizar o início da Greve Geral”, comenta Amorim ao ressaltar que segundo o Sinpol-SC, dados oficiais mostram que desde 2007 a corporação perdeu quase 1.000 policiais – o que faz com que o efetivo seja praticamente o mesmo de 30 anos atrás. “Face o total descaso do governo com os policiais civis, a categoria vai decretar a maior greve já vista em Santa Catarina! Até agora só nos foram apresentadas propostas salariais totalmente desproporcionais às nossas atividades – que são de caráter técnico-jurídico. Nossa situação salarial é calamitosa e a paciência acabou!”, reitera o presidente.





