Recenseadores iniciam as visitas a domicílio
Censo: IBGE faz censo demográfico para saber como a população brasileira vive atualmente …
ALEXANDRA BLAZIUS/JMV

TIMBÓ – Milhões de brasileiros começaram a receber domingo, dia 1º de agosto, a visita dos recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Mais do que descobrir quantos somos, o novo censo vai mostrar como vivemos.
Segundo os supervisores censitários de Timbó e Indaial, Douglas Gonçalves e Aline Carla Lenzi, 82 recenseadores estarão nas ruas, identificados por um colete, crachá, boné, computador de mão e documento com foto. “Todos os recenseadores passaram por treinamentos e tiveram orientações para fazer as abordagens em domicílios. Nosso objetivo é obter informações e mostrar no que o Brasil evoluiu nesses últimos anos”, lembra Gonçalves.
Durante os próximos três meses, os mais de 192 mil recenseadores espalhados por todo país, estarão fazendo o seu papel, coletando dados relativos à habitação, saúde, educação e transportes.
Responder corretamente às perguntas do censo 2010 é mais que uma simples contribuição para o país, é uma obrigação legal de todo cidadão. “Não queremos que os questionários sejam respondidos por uma mera obrigação, nossa intenção é que todos participem e saibam a real importância que existe no censo”, explica Aline.
Mas caso a pessoa se recuse a responder, pode ser multada com até dez salários mínimos, é o que diz na Lei 53.534 de 1968. “Esperamos que os moradores da nossa região não tenham esse problema”, diz a supervisora censitária.
Serão dois tipos de questionários, o mais simples pode ser concluído em apenas oito minutos. O mais completo vai ser aplicado apenas em algumas casas, escolhidas por sorteio. Para preenchê-lo, o pesquisador leva, em média, 30 minutos.
Esse mesmo sorteio será feito nas casas para que os supervisores possam saber se os recenseadores estão aplicando os questionários de forma correta. “Essa é uma forma de saber se as informações coletadas estão sendo bem apuradas e de forma correta”, explica o supervisor Ricardo Felipe Melere.
O censo é feito a cada dez anos e o questionário precisa evoluir, para acompanhar as mudanças da sociedade. Por exemplo, desta vez, o IBGE vai perguntar quem tem internet em casa e quanto tempo nós perdemos no trânsito, para ir de casa para o trabalho ou para a escola. “Os dados do censo são utilizados nas políticas públicas e também no planejamento das empresas privadas. É um retrato que vamos ter do brasileiro e das condições em que ele vive”, diz Gonçalves.
A supervisora censitária destaca a questão do sigilo nas informações coletadas. “Os moradores podem ficar tranquilos quanto ao sigilo dos dados, os recenseadores são treinados e têm que assinar um termo de responsabilidade, caso infrinjam esta norma, estarão sujeitos a multas”, ressalta Aline.
Identificação
Os recenseadores poderão ser identificados por seu documento de identidade, que estará visível no bolso do colete, pelo aparelho de coleta de dados – PDA e por meio de seu uniforme – colete e boné.
O horário de trabalho dos recenseadores dependerá dos moradores dos domicílios. Caso ele não consiga encontrar moradores durante o horário comercial, fará visitas no horário noturno ou mesmo durante os finais de semana.
Caso tenha dúvidas sobre o pesquisador, o morador pode ligar no telefone do IBGE: 0800 721 8181 ou consultar o site www.ibge.gov.br
Internet
Outra novidade do Censo 2010 é a opção de preencher o questionário pela internet. Contudo, a opção só é válida após receber a visita do recenseador, que oferecerá ao morador um envelope contendo códigos de acesso que dão acesso ao questionário, em um site seguro e criptografado. Nestes casos os moradores terão um prazo de dez dias para responder, caso não respondam serão obrigados a responder para um recenseador, pois não é possível passar duas senhas para o mesmo domicílio.
O questionário não estará na homepage do IBGE e não será possível acessá-lo sem receber a visita do pesquisador. O IBGE não enviará nenhum e-mail solicitando o preenchimento de questionário.





