Rio dos Cedros é produtor tradicional de arroz irrigado
Município tem uma área plantada de 1.200 hectares com uma produção de 150.000 sacos
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Clarice Graupe Daronco/JMV

RIO DOS CEDROS – “O município de Rio dos Cedros é tradicional produtor de arroz irrigado, diferenciando-se das demais regiões produtoras do Médio Vale do Itajaí por apresentar a maior área plantada e produtividade, utilizando o sistema de semente pré-germinadas”. Com essa frase o engenheiro agrônomo e chefe de Gabinete, Pedro Claudino dos Santos Junior, fala sobre uma das principais fontes de renda dos riocedrenses: o arroz irrigado.
Segundo Junior, Rio dos Cedros destaca-se na produção de arroz irrigado no Médio Vale do Itajaí, com uma área plantada de 1.200 hectares e uma produção de 150.000 sacos. “Produzimos também sementes de arroz irrigado com alta tecnologia, certificada pelos órgãos responsáveis, e distribuídas para todas as regiões produtoras.
O produto originário da indústria instalada no município é o arroz parboilizado, já consagrado nos principais mercados consumidores do país”, afirma o engenheiro agrônomo.
Junior observar que a atividade de arroz irrigado é desenvolvida por 160 famílias que a tem como principal fonte de renda.
“Importante destacar que esta é uma das atividades mais importantes, social e economicamente geradora de emprego e renda para o município”, comenta ele.
O engenheiro agrônomo conta que Arrozeira era o nome da comunidade de Rio dos Cedros, quando ainda pertencia ao município de Timbó.
“O arroz, inicialmente foi a principal fonte de renda das famílias de agricultores, pois as demais atividades no campo da agropecuária eram muito incipiente”, comenta o engenheiro agrônomo ao ressaltar que os produtores de arroz irrigado no município tem se destacado também não só no campo produtivo como também no desenvolvimento de máquinas e equipamentos para a orizicultura.
Junior relata que foi em Rio dos Cedros, através da união de agricultores, responsáveis pela criação e desenvolvimento das primeiras máquinas colheitadeiras que foram de arroz, posteriormente comercializadas por todo o estado, com o nome Leila.
“Também, nosso município é o berço da Estação Agronômica e de Veterinária, criada através da Lei nº 166 de 28 de setembro de 1895, iniciando assim o campo prático de experiências, atualmente a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).
“Com a técnica de produção para o arroz irrigado, foi necessário também a construção de canais de irrigação, onde atualmente o município conta com cinco associações de canais de irrigação com aproximadamente 20 quilômetros de extensão, que atendem praticamente 80% da área irrigada”, afirma ele.




