Sandy: o maior furacão do Oceano Atlântico
Com 1,6 quilômetros de diâmetro, o fenômeno marca história …
BRUNA LALINE RAMOS/ESTAGIÁRIA/JMV

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TIMBÓ – Todos os anos uma temporada de furacões começa no início de junho e se estende até o final de novembro no Oceano Atlântico, mar que separa a América da Europa e da parte Leste da África. Desde 2000, dezenas de furacões provocaram grandes danos no Caribe, América Central, Estados Unidos e Canadá.
O mais notório deles foi o Katrina, em 2005, que matou mais de 1,8mil pessoas e provocou prejuízos estimados em mais de US$100 bilhões. Agora, o mais recente é o Sandy, que assumiu a categoria de furação no dia 24 de outubro, quarta-feira, pouco antes de chegar à Jamaica. No dia seguinte, após causar grandes estragos em Cuba, Sandy perdeu forças, mas não demorou a se fortalecer novamente. No dia 28, domingo, o fenômeno se tornou o maior furacão da história do Oceano Atlântico em termos de diâmetro, quando atingiu 1,6 quilômetros, mas perdeu status de furacão pouco antes de tocar o solo dos Estados Unidos, devido a sua temperatura interna, e passou a ser considerado um ciclone pós-tropical, mas essa distinção é meramente técnica, já que os ventos continuavam com força de furacão.
prejuízos
Na noite de segunda-feira, dia 29, a supertempestade chegou a Nova Jersey com ventos de 130 km/h. O nível do mar chegou a quatro metros em Manhattan, inundando o distrito financeiro e os túneis do metrô. Todo o sistema de transporte público de Nova York ficou fechado por dias. Mais de 8 milhões de casas e comércios ficaram sem energia elétrica e a Bolsa de Valores de Nova York permaneceu fechada por dois dias. Mais de 200 pacientes do Hospital da Universidade de Tisch, em Nova York, incluindo 30 recém-nascidos que estavam na UTI, tiveram que ser transferidos para outros hospitais, após a queda de energia e falha no gerador.
Apesar dos danos totais causados pelo fenômeno ainda não serem claros, os primeiros efeitos de Sandy, que incluem inundações e fortes ventos, além do caos nos transportes e blecautes localizados, mataram pelo menos 66 pessoas no Haiti, Cuba, República Dominicana, Jamaica e Bahamas, em sua passagem pelo Caribe na semana passada. Já nos Estados Unidos, foram mais de 74 mortes confirmadas em oito estados, 34 somente na cidade de Nova York.
A tempestade continua atingindo outras áreas, indo em direção ao Canadá. Os efeitos mais recentes do Sandy atingiram as montanhas Apalache.
Recuperação
Nova York e demais cidades da Costa Leste dos Estados Unidos tentam se recuperar e contam os prejuízos após a passagem da supertempestade que castigou a região desde a noite de segunda-feira, dia 29. A companhia de energia de Nova York, Consolidated Edison, religou a energia em aproximadamente duas mil residências da parte baixa de Manhattan e 28 mil casas na região de Brighton Beach, no Brooklyn, na noite de quarta-feira, dia 31, informou a empresa em comunicado.
Em Nova York, duas redes subterrâneas de energia, que ficaram fora de serviço no domingo à noite, em consequência das enchentes, foram recuperadas. Em vários pontos do Nordeste do país, proprietários voltaram pela primeira vez aos seus imóveis devastados por incêndios e inundações. As primeiras estimativas são de um custo de até US$ 15 bilhões para as seguradoras.





