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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Santa Catarina abre colheita do arroz com expectativa de safra de 1,2 mi tonelada

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Uma celebração à qualidade e capacidade produtiva do arroz catarinense marcou a 8ª Abertura Oficial da Colheita da safra 2025/2026 em São João do Itaperiú, na última sexta, 23, reunindo produtores, autoridades, pesquisadores, técnicos e empresas parceiras. A estimativa é que sejam colhidas até março 1,2 milhão de tonelada de arroz.

Santa Catarina é o segundo maior produtor de arroz do Brasil, com 143,4 mil hectares plantados e está no topo do ranking de produtividade, com 8,5 toneladas por hectare. O evento aconteceu na Fazenda Limoeiro e é uma realização da Urbano Alimentos, com apoio da Epagri e do Sindicato da Indústria do Arroz (SindArroz-SC).

O governador do Estado, Jorginho Mello, foi representado pelo secretário adjunto da Secretaria da Agricultura, Pesca e Pecuária (SAPE), Admir Edi Dall Cort. Ele destacou a importância da rizicultura na agricultura catarinense e o trabalho fundamental da Epagri para dar suporte aos produtores e à cadeia produtiva, tornando o arroz de Santa Catarina cada vez mais produtivo e competitivo. “Isso faz com que o agricultor tenha um estímulo para continuar na atividade e, com o apoio do governo do Estado, seja mais rentável para ele”, declarou.

O presidente da Epagri, Dirceu Leite, lembrou que, ao longo de 50 anos de pesquisa, a Estação Experimental de Itajaí (EEI) já lançou 32 cultivares de arroz, e para isso, conta com uma equipe técnica altamente qualificada. “São novas tecnologias que permitem avançar em produtividade, sem aumentar a área plantada”. Isso fez com que a produtividade média do arroz catarinense saltasse de 2,2 toneladas/hectare para mais de 8 toneladas/hectare.

Já o presidente da Urbano Alimentos, Renato Franzner, destacou a relação de parceria entre a pesquisa e o setor produtivo. “A Epagri tem toda a expertise e os pesquisadores estão sempre abertos às nossas ideias, inclusive nossas cobranças, para progredir nas pesquisas, buscando inovações e criando novas tecnologias”, elogiou.

Também prestigiaram a cerimônia o deputado José Milton Scheffer, representante da Câmara Setorial do Arroz, o presidente da Associação de dos Produtores de Sementes de Arroz (Acapsa), Rogério Dagostin, o chefe da Divisão de Desenvolvimento Rural do Ministério da Agricultura e Pecuária, Francisco Alexandro Powell Van De Casteele o prefeito de Jaraguá do Sul, Jair Franzner, o presidente da Ocesc e da Cooperja, Vanir Zanatta, e o prefeito de São João do Itaperiú.

Projeto SC + Arroz

Após a abertura simbólica da colheita, foi a vez do pesquisador e engenheiro agrônomo, Marcos do Vale, e do coordenador estadual do Projeto Grãos, Ricieri Verdi, apresentarem o Projeto SC + Arroz. O projeto tem como objetivo principal encontrar soluções para os maiores desafios da cadeia produtiva: o aumento dos custos de produção e a queda da rentabilidade do produtor.

Projeto SC + Arroz pretende investir em eficiência e uso de ferramentas tecnológicas para melhorar a rentabilidade do produtor – Foto: Tiago Ghizoni/Epagri

Segundo o SindArroz, a safra recorde do arroz provocou uma super oferta no mercado, fazendo com que o preço médio (R$ 50,00/saca) ficasse bem abaixo do custo de produção (R$ 75,00/saca). A analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural do Cepa, Gláucia de Almeida Padrão, acredita que este ano a produtividade deve retornar à normalidade, provocando uma leve melhora ou estabilidade nos preços do mercado interno.

Para equacionar estes números, em benefício do produtor catarinense, o pesquisador Marcos do Vale aposta no aumento da eficiência da produção através de ferramentas tecnológicas desenvolvidas na Epagri. O destaque são as ferramentas digitais, como a EpagriTEC, e a capacitação dos técnicos de toda a cadeia produtiva. “Outro ponto importante é trabalhar a identidade do arroz catarinense para que o consumidor que está buscando arroz de qualidade, reconheça isso no arroz plantado em Santa Catarina. E fazer uma forte articulação institucional, envolvendo todos os atores da cadeia produtiva”.

O agricultor de Turvo, Sandro Acordi, disse que eventos como o Dia de Campo e Abertura Oficial da Colheita do Arroz são importantes para trocar informações com outros produtores e entrar em contato com empresas que atuam no segmento. “A gente fica sabendo o que produtores de outras localidades estão fazendo, o que estão plantando, o que estão colhendo. Isso nos motiva a continuar”, declarou.

Por: Renata Rosa, jornalista bolsista da Epagri/Fapesc

Informações para a imprensa
Isabela Schwengber, assessora de comunicação da Epagri
(48) 3665-5407/99661-6596

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