Santa Catarina registra 1 9 óbitos por Gripe H1N1
Vacinação aos grupos prioritários inicia no dia 25 de abril e estará a disposição
em todas as …
Clarice Graupe Daronco / JMV

de muito calor, no Outono, o vírus da Gripe H1N1, assim como os outros tipos de gripe, que são bem mais comuns no Inverno, já foi responsável pelo registro de 18 óbitos em Santa Catarina. Segundo informações da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) da Secretaria de Estado da Saúde, de 1º de janeiro a 19 de abril, foram notifi cados 36 óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Destes, 19 foram confi rmados por Infl uenza, sendo 18 pelo vírus Infl uenza A e um pelo vírus Infl uenza B. Do total de 19 óbitos de SRAG por influenza confirmados até o momento, quatro eram residentes no município de Blumenau (todos classifi cados como In- fl uenza A (H1N1); quatro em Araranguá (classifi cados como Infl uenza A (H1N1); dois em Guaramirim e um em cada um dos seguintes municípios: Brusque, Lages, Balneário Gaivota, Florianópolis, São José, Praia Grande, Joinville e Rio dos Cedros (todos classificados como influenza A (H1N1); e um em Jaraguá do Sul (classifi – cado como Infl uenza B). De acordo com o relatório, as regiões de Blumenau, Joinville, Itajaí e Lages concentram o maior número de casos confi rmados de SRAG pelo vírus Infl uenza no Estado até o momento. O município de Blumenau apresenta o maior número de casos confi rmados (37), seguido por Joinville (14), Itajaí e Lages (nove), Araranguá (sete), Grande Florianópolis (seis) e Criciúma (cinco). Já em relação à idade, o maior número de casos de SRAG confi rmados por Infl uenza acometeu indivíduos da faixa etária igual ou superior a 60 anos com 31 casos. Já na avaliação dos casos, dos 19 óbitos confi rmados pelo vírus Infl uenza, 17 tinham algum fator de risco associado (doentes crônicos, obesos, idosos) e o Oseltamivir (Tamiflu) foi iniciado, em média, cinco dias após o início dos sintomas de síndrome gripal (febre, tosse ou dor de garganta e pelo menos mais um dos sintomas: mialgia, cefaleia ou artralgia). A recomendação é a utilização do antiviral em até 48 horas após o início dos sintomas para um melhor prognóstico. O perfi l de casos de SRAG, até o momento, indica uma intensa circulação do vírus Infl uenza de forma atípica para o peClarice Graupe Daronco / JMV [email protected] FOTOS/DIVULGAÇÃO Dos 19 óbitos confi rmados, 17 estavam dentro dos grupos de risco JORNAL DO MÉDIO VALE | TIMBÓ – EDIÇÃO 1786 – SEXTA-FEIRA, 22 DE ABRIL DE 2016 GERAL 7 ríodo do ano, com predominância do subtipo A (H1N1), acometendo principalmente adultos e pessoas com comorbidades (doentes crônicos e obesos). Esses grupos têm uma tendência maior a apresentarem complicações quando infectados pelo ví- rus Influenza, por isso a importância de procurarem um serviço de Saúde mais próximo da residência aos primeiros sinais e sintomas de gripe, para o tratamento adequado. Campanha de Vacinação O número de óbitos registrados em Santa Catarina nestes primeiros meses levou a Secretaria de Estado da Saúde a adiantar a Campanha de Vacinação. Em Coletiva de Imprensa, no dia 19 d abril, o secretário de Estado da Saúde, Murillo Ronald Capella informou que a Campanha de Vacinação contra gripe foi antecipada e ocorrerá no período de 25 de abril a 20 de maio. A vacina será aplicada em todas as unidades de Saúde dos municípios catarinenses, que tem sala de vacina. De acordo com informações, a campanha é voltada para pessoas com 60 anos ou mais, crianças na faixa etária de seis meses a menores de cinco anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores de saúde, os povos indígenas, os grupos portadores de doenças crônicas e outras condições clínicas especiais (indivíduos que apresentem pneumopatias, incluindo asma); cardiovasculopatias; nefropatias; hepatopatias; doenças hematológicas; distúrbios metabólicos; transtornos neurológicos e do desenvolvimento (como epilepsia, paralisia cerebral, síndrome de Down, entre outros); imunossupressão associada a medicamentos, neoplasias, HIV/Aids ou outros; obesidade; e pacientes com tuberculose, de todas as formas), os adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional são considerados grupos prioritários e receberão a vacina no sistema público de saúde. Segundo o secretário de Estado da Saúde, mesmo com a campanha, a vacina não é a única maneira de prevenção. Lavar as mãos com água e sabão com frequência é a principal recomendação dos especialistas para prevenir a gripe. Isso porque as mãos são um importante veículo de transmissão do vírus da gripe, como o Infl uenza. A partir do contato com um doente ou com uma superfície contaminada, o vírus pode penetrar pelas vias respiratórias, se a pessoa levar a mão ao rosto, causando lesões que podem ser graves e até fatais, se não tratadas a tempo. Transmissão O vírus é transmitido de pessoa a pessoa a partir das secreções respiratórias, principalmente por meio da tosse ou do espirro. “Ele pode, também, sobreviver por até 48 horas no ambiente, especialmente em superfícies tocadas frequentemente por várias pessoas, como corrimão, interruptores de luz, maçanetas, carrinhos de supermercado, entre outros”, alerta a gerente de Imunização e Doenças Imunopreveníveis da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde, Vanessa Vieira da Silva. Segundo ela, é importante evitar tocar os olhos, boca e nariz após o contato com essas superfícies até lavar as mãos. Outras recomendações são evitar compartilhar objetos de uso pessoal e permanecer em ambientes sem ventila- ção e com aglomeração de pessoas. Síndrome Respiratória Aguda Grave são casos de síndrome gripal que evoluem com comprometimento da função respiratória, sem outra causa específi ca que, na maioria dos casos, leva à hospitalização. Os casos podem ser causados por vírus respiratórios, dentre os quais predominam os da Infl uenza do tipo A e B, ou por bactérias, fungos e outros agentes. Os sintomas, em geral, são febre alta, calafrios, tosse, dor de cabeça, dor de garganta, cansaço e dores musculares. “Quem estiver com febre alta, tosse e falta de ar deve procurar uma unidade de Saúde em até 48 horas”, alerta Vanessa. O tratamento precoce com medicamentos antivirais ajuda a evitar a evolução para formas graves. O uso do antiviral (Oseltamivir) está indicado para todos os casos de síndrome gripal com condições e fatores de risco para complicações e de Síndrome Respiratória Aguda Grave, independentemente da situação vacinal. Nos pacientes com síndrome gripal sem condi- ções e fatores de risco para complicações, a indicação do antiviral deve ser baseada em julgamento clínico, se o tratamento puder ser iniciado nas primeiras 48 horas após o início da doença.



