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CPI houve depoimento de vereadores

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CPI houve depoimento de vereadores
TIMBÓ ? A CPI ? Comissão Parlamentar de Inquérito, que investiga a farra no uso do telefone da C? …

EVANDRO LOES/JMV

Foto: FOTO/ANDRÉ HAHNEBACH / JMV

 TIMBÓ – A CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito, que investiga a farra no uso do telefone da Câmara de Vereadores de Timbó, ouviu na tarde de ontem, quinta-feira, dia 3, o depoimento dos vereadores Rubens Borchardt (PT) e o vereador Fabrício Dalcastagné (PMDB), um dos autores do requerimento que originou a investigação. A sessão foi presidida pelo vereador Marcelo Ferrari (PT) e acompanhada pelo Relator, John Schwartz, o Chinha (PSD) e o vereador Douglas Marchetti (PP). Também foi lido o relatório preliminar, previsto no Regimento Interno da CPI.

Em seu depoimento, o vereador Rubens Borchardt reconheceu o uso indevido do telefone, mas alegou que desconhecia o impedimento. Quanto aos horários desconexos com o expediente normal da Câmara, Rubão, que detinha acesso irrestrito ao recinto da antiga Câmara na época em que era presidente, disse que tinha um contato com a secretária de um médico em Curitiba, que o auxiliava no tratamento de saúde e na orientação para uma paciente necessitada de Timbó. “Fiz as ligações para tratar de assunto pessoal e comunitário, mas hoje reconheço que estava errado. Assumí meu erro e já recolhi os valores gastos com as ligações (R$ 690,00), logo que foi constatada a irregularidade. Aprendi isso em casa, que quando se erra tem que assumir o erro e corrigir”, disse o vereador.
Rubão também acusou os vereadores Fabrício Dalcastagné e Guilherme Voigt Junior, de terem usado o telefone depois do expediente da Câmara, nos dias de sessões. “Algumas vezes eles me pediram para ficar mais tempo na Câmara para usar o telefone, mesmo depois das sessões noturnas da Câmara”, alfinetou. A informação foi contestada parcialmente por Dalcastagné, que falou em seguida. Segundo ele, todas as vezes que usou do telefone foi para assuntos de interesse da comunidade e não de forma abusiva.
Em seu depoimento, o vereador Fabrício disse que efetuou a denúncia porque no ano passado (2013), percebeu que o vereador Rubens Borchardt, então presidente, estava sendo chantageado por um servidor da Câmara, o qual queria demitir. “Aí saiu a questão dos gastos de telefone e o presidente recuou na sua intenção de demitir o tal servidor. Foi aí que nos reunimos com os demais vereadores da oposição e decidimos investigar o que estava acontecendo. Tivemos acesso parcial às informações e soubemos que o vereador Rubens confessou a devolução de parte do dinheiro gasto com o telefone. Só que, meses depois, descobrimos que os valores devolvidos foram menores do que os gastos com a ligação para a secretária do médico de Curitiba. Além disso, surgiram outras ligações suspeitas, entre as quais, gastos de mais de R$ 400,00 para a cidade de Santa Maria (RS)”, disse Fabrício. Decidimos, então, propor a abertura da CPI.
 
Acordos espúrios
Um dos questionamentos da CPI aos vereadores, foi a proposta de um eventual acordo espúrio para encerrar as investigações. Rubens Borchardt reafirmou na CPI que no ano passado, esteve reunido na residência do vereador Chinha, onde também estiveram Fabrício e Tutti. Na oportunidade, segundo Rubão, foi lhe oferecido o encerramento das investigações, em troca do voto dele para a presidência da Câmara em favor de Tutti. “Como não aceitei a proposta, entraram com o requerimento da CPI”, acusou Rubão. A denúncia foi rechaçada veementemente pelo vereador Fabrício Dalcastagné. Ele reconheceu que houve um encontro, mas este foi motivado pelas manifestações de descontentamento de Rubão com o governo na época. “Sentimos que ele estava disposto a unir forças com a oposição e fizemos uma reunião para tentar trazê-lo para o nosso lado”, reconheceu Fabrício. Quanto a CPI, ele garante que o assunto não estava em pauta e não foi mencionado. “Se alguém provar que isso foi abordado, entrego meu cargo hoje mesmo”, desafiou Fabrício.
 
Sequência
A CPI terá sequência, nos próximos dias, com a oitiva de novos depoentes. Em seguida, será realizado o Relatório Final, a cargo do vereador John Adriano Schwartz, o Chinha. Documentos também farão parte do relatório. Ainda não há definição do que será feito, caso o relatório apontar irregularidades graves no uso irregular do telefone da Câmara de Timbó. Uma coisa é certa. O novo presidente da Câmara, Jorge Krüger (PP), poderá adotar medidas visando coibir a farra no uso do telefone do Legislativo.
 

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