E a segurança, como fica?
A sensação de insegurança toma conta da maior parte da população do Vale do Itajaí. …
Cleiton Baumann
A sensação de insegurança toma conta da maior parte da população do Vale do Itajaí. Antes considerada uma região pacata, agora nos deparamos com a alarmante incidência da marginalidade, que cresce a cada dia. Não são poucos os relatos de pessoas assaltadas dentro da própria casa, sem contar um número cada vez maior de arrombamentos a residências e empresas. A necessidade de melhorar as condições de segurança na região já foi tema de um seminário, em Timbó, mas os resultados não se materializaram em forma de ações concretas. Sabe-se as causas, sabe-se as soluções, mas cadê uma ação efetiva dos governantes para suprir essa deficiência? É sabido que a falta de aparelhamento e, principalmente, o número reduzido de policiais de campo e inteligência são as maiores carências do aparelho jurídico para combater a criminalidade na região. O que chama a atenção, no entanto, é que a falta de servidores na área de segurança não anda em sintonia com os demais órgãos públicos. Basta analisar quantos policiais civis e militares tínhamos há 10 anos e quantos temos hoje. Há uma década, tínhamos dois delegados em Timbó e hoje contamos com apenas um. E quantos servidores tinha a prefeitura, no início do ano 2000, e quantos tem hoje? No mínimo 50% a mais. O mesmo acontece no Legislativo e nas instituições estaduais. A verdade é que a segurança ficou para o segundo plano. E a velha desculpa de que faltam recursos não cola, pois na última década, a região cresceu robustamente e isso só fez aumentar a receita de impostos dos governos. Enquanto nos grandes centros, onde a representação política canaliza os investimentos em segurança, nas periferias, sem representação, como é o nosso caso, estamos “importando” marginais. Não podemos mais conviver com esse estado de coisas. É preciso reagir. As eleições vêm aí e nossa região precisa mobilizar suas lideranças para cobrar compromissos de nossos políticos. Compromissos estes que vão além de discursos e promessas baratas na campanha eleitoral.




