Gastos em obra da Câmara preocupa vereador
TIMBÓ ? Gastos acima da necessidade e a futura manutenção do novo prédio da Câmara de Vereadore …
Por Evandro Loes

TIMBÓ – Gastos acima da necessidade e a futura manutenção do novo prédio da Câmara de Vereadores, estão preocupando o vereador Marcelo Ferrari (PT), que esta semana, buscou informações sobre o quanto poderá aumentar a despesa do Legislativo quando a nova sede for inaugurada, o que deve ocorrer até o final deste ano. Ferrari apresentou uma planilha, demonstrando que a economia nos gastos da Câmara representa uma devolução substancial de recursos ao município ao final de cada ano, mas esta realidade pode mudar.
Mesmo nos anos em que o Legislativo estava construindo sua sede nova, localizada num beco adjacente da rua Inglaterra, no bairro das Nações, ao custo de quase R$ 4 milhões, a devolução de recursos da Câmara ao Executivo garantiram fôlego financeiro e investimentos ao final de cada ano. Ferrari disse que é a favor do Legislativo ter uma sede própria, mas o projeto implementado é maior que as necessidades, além de contar com adornos que custarão caro para sua manutenção e limpeza. O prédio tem 1.800 m² e é maior que a sede do Executivo.
Entre os gastos que considera desnecessários, Ferrari apontou os revestimentos externos de alumínio, brises, painéis de vidro, espelho d´água e uma ampla área de ajardinamento, que diminuiu o espaço para estacionamento de veículos. “Achei tudo isso muito bonito, mas é preciso dizer que os custos de construção e, principalmente, a manutenção, vão drenar recursos públicos que poderiam ser aplicados em outras áreas, como a Educação e a Saúde”, disse Marcelo Ferrari.
Para se ter uma ideia da importância do orçamento Legislativo e o potencial de sua economia na execução de benefícios à comunidade, Ferrari levantou que no período de 2000 a 2012, a Câmara teve um orçamento de R$ 21.509.000,00 (vinte e um milhões e quinhentos e nove mil reais) e devolveu ao Executivo, ao final de cada ano, no mesmo período, a soma de R$ 7.341.772,07 (sete milhões e trezentos e quarenta e um mil e setecentos e setenta e dois reais). A economia poderia ser maior se os gastos na construção tivessem sido menores. “Estou preocupado, porque já começam a surgir pedidos para a contratação de novos assessores e o pessoal de limpeza terá que ser ampliado, sem contar que as áreas da fachada vão exigir a contratação de equipamento especial para a limpeza”, concluiu Marcelo Ferrari.




