Posse de Lula em Ministério revolta o Brasil
A semana foi bastante agitada no cenário político nacional. Depois das grandes manifestações oco …
Evandro Loes

A semana foi bastante agitada no cenário político nacional. Depois das grandes manifestações ocorridas no domingo, dia 13, a pressão sobre o Governo Dilma se intensificou, aliado a situação do ex-presidente Lula, que estava ameaçado de ter decretada a prisão preventiva na Operação Lava Jato, comandada pelo juiz Sérgio Moro. Em uma manobra política para salvar Lula das mãos de Sérgio Moro, além de ver seu governo sob ameaça de impeachment, Dilma acertou com Lula a sua nomeação para o Ministério da Casa Civil, o cargo mais importante na explanada. A posse de Lula ocorreu na manhã de ontem, sob protestos de manifestantes em várias partes do país.
Com a posse de Lula no Ministério de Dilma, ele passa a ter foro privilegiado, sendo investigado pela Procuradoria Geral da República e julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, um juiz federal de Brasília acatou um pedido de anulação da posse de Lula na Casa Civil, o que pode devolver sua ação para as mãos de Moro. A decisão é liminar e pode ser revertida, mas tem valor até que seja julgada por instância superior.
O fato é que Dilma abriu mão de quase a totalidade de seu poder presidencial em favor de Lula, numa tentativa de salvar o governo do processo de impedimento que tramita no Congresso Nacional. Ainda na quarta-feira, o STF deliberou sobre a tramitação do processo de impeachment contra Dilma, liberando sua pauta na Câmara.
No final da tarde de quarta-feira, dia 16, o juiz Sérgio Moro liberou a divulgação de escutas telefônicas, realizadas no telefone de Lula, pela Polícia Federal, que comprovam a ação do ex-presidente na tentativa de influenciar contra as investigações.
Em um dos telefonemas, Lula conversa com a presidente Dilma, onde ela lhe comunica que está enviando o Termo de Posse como Ministro, para o caso dele precisar, pois temiam a eventual prisão preventiva de Lula. A divulgação ganhou grande repercussão e levou milhares de manifestantes para as ruas. Dilma negou essa intenção.
Ontem mesmo, a Câmara votou a comissão que vai analisar o pedido de impeachment contra a presidente Dilma. Partidos da base aliada, como o PRB, já decidiu abandonar o governo e outras siglas, como PMDB, PP, PTB e PSB estão no mesmo caminho. Somente PMDB e PP somam mais de 120 deputados e podem selar o impeachment de Dilma. Os próximos capítulos deste teatro político devem gerar muita agitação nas ruas e no próprio governo.



