CAPS 1 de Indaial completa sete anos de atendimento à comunidade
SOCIALIZAÇÃO: Local atende pessoas que sofrem de dependência química e transtornos mentais, busc …
Cleiton Baumann
INDAIAL – Com o objetivo de oferecer um atendimento à população indaialense, através de atendimento clínico/terapêutico individual ou em grupo, incentivando a reinserção social do usuário pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e o fortalecimento dos laços familiares e comunitários, o Centro de Atenção Psicossocial – CAPS, está há sete anos instalado no município, mais precisamente no bairro das Nações.
O CAPS 1 é um serviço de saúde aberto e comunitário do Sistema Único de Saúde – SUS. Segundo a coordenadora do CAPS 1, Luciane Leite Grossklags, é um lugar de referência e tratamento para pessoas que sofrem de dependência química e transtornos mentais severos, psicoses e neuroses graves e demais quadros dissociativos, cuja severidade ou persistência justificam sua permanência num dispositivo de cuidado intensivo, comunitário, personalizado, qualificado e estimulador para que o usuário consiga enfrentar os problemas do dia a dia e superar os desafios constantes destes transtornos e da dependência química. “O CAPS busca estimular a integração social e familiar destes usuários, apoiando suas iniciativas com o fortalecimento da autonomia, da independência e da responsabilidade pessoal, através do atendimento de uma equipe multiprofissional”, destaca Luciane.
Ela observa que este serviço tem como característica principal a de proporcionar ao usuário uma integração maior ao ambiente social e cultural, desmestificando e rompendo o preconceito que envolve as pessoas portadoras de transtorno mental e os dependentes químicos, evitando ao máximo, as internações psiquiáricas e interagindo constantemente com os familiares para a consolidação do tratamento, se tornando a principal estratégia da Reforma Psiquiátrica.
A coordenadora destaca que o CAPS é um serviço de atendimento de saúde mental criado para ser substitutivo às internações psiquiátricas, no qual visa prestar atendimento em regime de atenção diária; gerenciar projetos terapêuticos, oferecendo cuidado profissional eficiente e personalizado; promover a inserção social dos usuários através de ações intersetoriais que envolvam educação, trabalho, esporte, cultura e lazer, montando estratégias conjuntas de enfrentamento dos problemas. Além disso, organizar a rede de serviços de saúde mental de seu território e proporcionar suporte e supervisionar a atenção à saúde mental na rede básica, Estratégia de Saúde da Família e no Programa de Agentes Comunitários de Saúde.
“É importante salientar que o CAPS não é um serviço de emergência e/ou urgência, e sim, um serviço de acompanhamento psicoterapêutico sistemático do indivíduo”, frisa Luciane. Entre os trabalhos desenvolvidos pelos profissionais do CAPS está o Acolhimento. A coordenadora explica que acolhimento é uma política de “portas abertas” permitindo acesso para todo usuário que procura por tratamento. “Refere-se a uma ‘escuta’ qualificada de queixa do paciente, avaliação dos recursos necessários para manejo e tratamento de cada caso em sua singularidade, definindo desta forma uma estratégia terapêutica”, ressalta a coordenadora.
Ela comenta que esse é primeiro passo, onde se inicia o vínculo do usuário ao serviço, sendo este o fator mais importante quando se fala em adesão ao tratamento. No acolhimento o profissional vai avaliar se a situação do usuário tem perfil CAPS ou não, se for negativo será encaminhado ao Ambulatório de Saúde Mental do SAIS ou, dependendo do caso, para as equipes de saúde da família da sua área de abrangência. O CAPS atende na rua Chile, bairro das Nações, nas segundas e quintas-feiras, das 7h às 17 horas; e nas terças, quartas e sextas-feiras, das 7h30min às 17 horas.




