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Comunidade promove ato de protesto

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Comunidade promove ato de protesto
Mobilização acontece no dia 2 de fevereiro, às 10 horas, em frente a Prefeitura de Indaial …

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

Foto: fotos: divulgação

 

 

 

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

 

INDAIAL –

Os moradores explicam que o problema teve início quando da informação de que estariam sendo efetivados planos de implantação de uma pedreira de grande porte no bairro Encano Central, na altura do número 5.800, da rua Lorenz, sendo que uma das questões mais alarmantes para os moradores é o provável assoreamento do ribeirão Encano e o comprometimento da fauna devido ao ruído (britador, caminhões e detonações). Segundo informações em dezembro de 2012, o futuro do bairro Encano passou a ser motivo de séria preocupação, depois dos moradores terem convidados a participarem da apresentação de um "grande empreendimento" a ser implantado na rua Lorenz: uma pedreira com britador. Os moradores afirmam que é de amplo conhecimento da comunidade indaialense, e mesmo do Vale do Itajaí , que o Vale do Ribeirão Encano guarda algumas das mais belas paisagens da região.

Ainda no mês de dezembro, um meio de comunicação estadual apresentou uma reportagem sobre a implantação da pedreira, abordando particularmente a questão da poeira e danos à infraestrutura de transporte do município. De fato, observam os moradores, a imensa quantidade de barulho e de poeira gerada pelo tráfego de dezenas de caminhões pesados em uma estrada de terra é uma agressão à dignidade da comunidade local. Já o transtorno gerado no trânsito e os danos às vias pavimentadas, particularmente a rua Doutor Blumenau, terão impacto negativo direto no dia a dia da comunidade indaialense.

Os moradores observam ainda que existem, entretanto, outras questões alarmantes, dentre as quais eles citam o assoreamento do Ribeirão Encano, os danos aos lençóis freáticos e o comprometimento da fauna devido ao ruído (britador, caminhões e detonações). O local onde se pretende instalar a obra é cercado de vegetação, com áreas em avançado estado de recuperação. Um ponto crítico, pois há raras reservas de Mata Atlântica no Estado.

Informações pesquisadas pelos moradores dão conta de uma extração mensal de 20 mil toneladas de pedra britada, com planos futuros de instalação também de uma concreteira. As atividades de lavra a céu aberto e britagem são consideradas de elevado impacto ambiental e, é alarmante a perspectiva de ver as chuvas levarem ao leito do Ribeirão Encano, não só os sedimentos de uma pedreira, mas também no futuro os eternos resíduos de concreto.

Na mesma rua já há uma pedreira de menor porte, observam os moradores, que começou suas atividades de forma tímida e com pouco movimento. Hoje, o espaço aberto pela mesma no local onde está instalada serve de alerta. A perspectiva de surgir uma segunda empresa que abrirá um espaço maior nos morros e montanhas da região do Encano Alto, parece o prenúncio de uma tragédia.

 A comunidade que frequenta o Ribeirão Encano está se mobilizando e promoverá um ato de protesto, às 10 horas, do dia 2 de fevereiro, em frente a Prefeitura de Indaial. A informação é do indaialense, Gilson Isleb. Ao falar sobre a mobilização para o ato de protesto, o Isleb explica que isso está acontecendo em virtude da preocupação dos moradores do bairro Encano Baixo, com o futuro do bairro, que tem em seu recanto, paisagens das mais belas da região.

VEGETAÇÃO

EM RECUPERAÇÃO

Segundo Isleb, nas últimas duas décadas houve notável recuperação da vegetação na região, e hoje os moradores têm como vizinhos não só os conhecidos bugios, mas também grande variedade de aves e outros animais. "Há motivos para temer-se seriamente pela manutenção destas belezas naturais, uma vez que tal empreendimento conta com um grande poderio econômico. É sabido que muitas vezes o brilho do ouro ofusca o bom-senso e também é sabido que o retorno social gerado por tal empreitada (relativamente poucos impostos e pouquíssimos empregos) é muito pequeno diante do sinistro cenário que deixa para a comunidade. Apenas uns poucos ganham muito, enquanto muitos têm perdas irreparáveis", observa o indaialense que apoia a iniciativa dos moradores ao lembrar que recentemente a Casan informou aos meios de comunicação do município, o estudo de, no futuro, fazer a captação de água no Ribeirão Encano. "A vazão do ribeirão seria suficiente para atender mais do que o dobro da demanda atual do município. Espera-se, ainda, menor custo de tratamento, com melhor qualidade de água e sem o risco de comprometimento do abastecimento em caso de água turva (comum nas enchentes do rio Itajaí) ou acidente com produtos químicos transportados na BR 470", relata Isleb ao informar que a Lei Municipal 1958/90 define a bacia do Ribeirão Encano como patrimônio ecológico e hídrico, impedindo a instalação ou realização de atividades poluidoras.

De acordo com a classificação do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), definida em sua resolução n° 003/2008, as atividades de extração de minérios (rocha) com uso de explosivos têm grande potencial de poluição e degradação. Mais informações sobre a mobilização de protesto dos moradores podem ser obtida através do e-mail: [email protected], ou no site: http://pedreiranao.blogspot.com.br/ ou pelos telefones (47) 9183-8828 e 3333-6027.

 

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